Mudar é preciso
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de março de 1999
Anna Camanducaia 
As mulheres que atuam na Justiça lutam diariamente contra a violência, mas acham que, para resolver o problema, é preciso uma reforma do judiciário.
A desembargadora Regina Portes defende a rigidez de prazos para fazer com que as pessoas culpadas sejam condenadas e as inocentes, liberadas. A luta é para que se faça justiça. Existe lentidão por causa da máquina do judiciário, da deficiência de meios e instrumentos.
Para ela, é preciso evitar que o crime perca a punibilidade pela prescrição. Acho um absurdo que não se possa mais condenar porque o crime prescreveu.
Regina acredita que a punição rápida do criminoso, a partir do momento que se prove a autoria, impede outros crimes. No momento que não se dá solução imediata, posso até pensar que isso seria um estímulo a novos problemas, a novos crimes, diz.
A delegada Rosalice Benetti também propõe a reforma do judiciário, que englobaria mudanças nos presídios. Segundo ela, hoje, as delegacias estão entupidas de presos, aguardando julgamento, apreciação de sentenças, e assuntos que ficam travados pelo sistema burocrático. O resultado são as fugas que ocorrem constantemente.


