As mulheres que atuam na Justiça lutam diariamente contra a violência, mas acham que, para resolver o problema, é preciso uma reforma do judiciário.
A desembargadora Regina Portes defende a rigidez de prazos para fazer com que as pessoas culpadas sejam condenadas e as inocentes, liberadas. ‘‘A luta é para que se faça justiça. Existe lentidão por causa da máquina do judiciário, da deficiência de meios e instrumentos’’.
Para ela, é preciso evitar que o crime perca a punibilidade pela prescrição. ‘‘Acho um absurdo que não se possa mais condenar porque o crime prescreveu’’.
Regina acredita que a punição rápida do criminoso, a partir do momento que se prove a autoria, impede outros crimes. ‘‘No momento que não se dá solução imediata, posso até pensar que isso seria um estímulo a novos problemas, a novos crimes’’, diz.
A delegada Rosalice Benetti também propõe a reforma do judiciário, que englobaria mudanças nos presídios. Segundo ela, hoje, as delegacias estão entupidas de presos, aguardando julgamento, apreciação de sentenças, e assuntos que ficam travados pelo sistema burocrático. O resultado são as fugas que ocorrem constantemente.

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