Mudanças para diminuir a fila de espera
A espera dos mais de 700 artesãos, para ocupar um espaço na feira, pode durar meses, mas a situação já foi pior. Antes, quando um feirante saía do local, podia indicar quem iria ocupar a vaga deixada. ''Nesse sistema não tínhamos novas vagas, não havia chance para novos artistas. Mas conseguimos mudar e agora os espaços aparecem com uma rapidez maior'', analisa o secretário de Turismo, Luiz de Carvalho.
Todos os artesãos são registrados na secretaria e precisam renovar o alvará de licença anualmente. O perfil é formado majoritariamente por artistas que não têm outra fonte de renda. ''São pessoas que não têm outro emprego ou outra atividade e encontram na feira o espaço ideal'', afirma o secretário.
Um desses exemplos é a artesã Ivone de Souza, 54 anos, que ajuda uma amiga na produção e venda de tapetes de crochê. Depois de três anos desempregada, ela aprendeu a técnica e se juntou à amiga, que já tinha ponto na feira. ''É uma parceria interessante porque aumentamos a quantidade e a variedade dos produtos para as pessoas, podemos fazer encomendas também, tendo algo de diferente em relação aos outros vendedores'', conta.
Ivone não quis revelar quanto consegue lucrar, mas afirma que os ganhos variam de semana a semana, dependendo da época. ''Nas férias e quando está mais quente enche mais. A pior fase é quando faz frio ou chove. Mas na média dá pra garantir o sustento'', resume. (M.M.)





