Pela primeira vez em muitos anos, a abertura oficial da ExpoLondrina, realizada na tarde desta sexta-feira (6) no Parque Ney Braga, não contou com a presença de ao menos um secretário de Estado e nem do prefeito da cidade. Devido à oficialização das candidaturas às eleições, a data de realização da feira coincidiu com a posse de Cida Borghetti (PP) como governadora do Paraná. O ex-secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, também deixou o cargo nesta sexta-feira.

Entre as pessoas que fizeram discursos na abertura da 58ª edição da feira – a maioria deputados – Alvaro Dias falou sobre a ordem de prisão do ex-presidente Lula. Ao defender o agronegócio, o senador afirmou que é preciso estabelecer novas relações comerciais com países estrangeiros e criticou a política internacional dos governos do PT.

Os deputados presentes só comentaram a situação do ex-presidente quando provocados pela imprensa. "Ninguém que se diz democrático está acima das leis e das instituições. Quem se diz líder tem de respeitar todos os poderes", afirmou o deputado estadual Tiago Amaral (PSB). Ele também criticou os simpatizantes do petista que tentam impedir sua prisão em São Bernardo do Campo. "É uma afronta ao estado democrático de direito. Se não concordamos com aquilo que a Justiça determina, temos de recorrer. Quando se esgotam as possibilidades de recursos, temos de nos submeter à decisão."

O deputado federal Alex Canziani (PTB) lamentou o mandado de prisão de uma "personalidade pública em que o Brasil depositou tanta esperança". Mas afirmou que a lei é para todos, "seja para quem quer que for, inclusive o presidente". Para ele, a Justiça trata políticos de todos os partidos da mesma maneira. "É só olhar a quantidade de pessoas que estão presas, não só políticos como empresários", declarou.

Para o deputado estadual Tercílio Turini (PPS), é "triste" o País ter chegado ao ponto de ter um ex-presidente preso. "Por outro lado, mostra que as instituições estão funcionado e que ninguém está acima da lei. Se cometeu crime, foi condenado em primeira e em segundo instâncias, tem de ser preso", afirmou. Questionado se acredita que a Justiça tratará os políticos de todos os partidos da mesma forma, ele respondeu: "Esperamos que sim".

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