Marcelo AlmeidaO Curitiba Trade Center só estará totalmente pronto em meados de julho, apesar de ter inauguração parcial com a Casa CorA idéia de instalar a Casa Cor Sul Paraná 97 num grande prédio comercial foi fruto de uma inspiração importada, de Nova York, pela organizadora do evento, Marina Menegotto Nessi. Uma mostra de arquitetura e decoração com moldes parecidos com os da Casa Cor foi realizada na ‘‘Big Apple’’ no ano passado num prédio com os mesmos fins. Para os arquitetos que participam, a mudança não vai acarretar nenhuma limitação - muito pelo contrário.
‘‘Como cada arquiteto assina um ambiente, não existe problema nenhum. As pessoas vão se sentir numa exposição, passando de uma sala para outra’’, diz o arquiteto Julio Pechman. ‘‘Por outro lado, o prédio oferece espaços muito maiores’’. Retornando a Casa Cor depois de não ter participado no ano passado, Pechman destaca a importância da mostra. ‘‘Por mais que as pessoas gostem disso e não gostem daquilo, o evento é decididamente um canal de formação de opinião’’.
Nomes novos que participam da mostra pela primeira vez enxergam esta oportunidade como um grande trampolim. ‘‘É o maior desafio profissional da minha carreira’’, diz Christine Bley Curial, formada há três anos. De olho nesta chance, ela investiu na ousadia no espaço que assinou, uma copa equipada com churrasqueira, misturando cores e testuras de madeiras.
Arquivo FolhaPara o arquiteto Júlio Pechman, a Casa Cor é um centro formador de opinião sobre aquitetura e decoração
A diversidade de idéias e estilos apresentados pode ser encarada como uma prova do amadurecimento da arquitetura e decoração na cidade e no país. ‘‘A preocupação com a decoração evoluiu muito no Brasil nos últimos anos. Ela já não é mais um artigo de luxo. Passou a ser essencial para o bem viver’’, acredita Marina Menegotto. ‘‘E os produtos lançados no mercado internacional estão chegando com uma rapidez cada vez maior. Os profissionais tem muito mais ferramentas’’.
A oferta maior de produtos, entretanto, não deve ser encarada como motivo para a utilização excessiva de elementos. ‘‘Pela condição financeira geral do país, as pessoas estão mais cuidadosas: querem uma arquitetura menos decorativa e que sobreviva mais tempo. As modinhas estão acabando’’, diz Julio Pechman. ‘‘Ninguém mais troca de casa como troca de estilo de moda’’.

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