A cidade está silenciosa, não parece haver uma alma viva sequer passando pelas ruas durante a noite. As horas passam e o sono insiste em não chegar. Quem sente na pele os efeitos da insônia sabe dar valor ao descanso perdido. O distúrbio atinge 40% da população brasileira, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O primeiro passo para tentar domar esse mal é seguir algumas dicas de especialistas.
  Para começar, quem tem o problema deve manter horário constante para dormir, é o que explica a neurologista do Laboratório do Sono de Londrina, Mônica Marcos de Souza. ‘‘Oscilações podem ser prejudiciais’’, diz.
  Mas para evitar a insônia, os médicos também indicam a necessidade das pessoas mudarem hábitos como consumir produtos à base de cafeína e praticar atividades físicas durante o período noturno.
  De acordo com Mônica, a insônia é a dificuldade de iniciar ou de manter o sono. ‘‘É normal ter o problema esporadicamente, mas quando o distúrbio dura mais de 30 ou 40 dias é necessário procurar ajuda médica.’’
  Os efeitos, segundo a neurologista, são sentidos principalmente no dia seguinte. ‘‘A insônia pode atrapalhar o desempenho no trabalho e causar problemas de saúde.’’ Quem dorme com dificuldade sofre de cansaço, irritação, dores, mal-humor e desânimo.
  
Causas – O diagnóstico não é fácil. Cada ocorrência tem característica própria que deve ser avaliada separadamente. Mas, segundo Mônica, a principal causa é a emocional – depressão, ansiedade, entre outras.
  Turno de trabalho noturno, barulho, excesso de substâncias estimulantes, eventos estressantes, doenças, mudança repentina de hábito e até mesmo a internet são outros fatores que podem contribuir para uma noite maldormida.
  ‘‘Tenho percebido que um dos grandes problemas que contribui para o aumento no número de casos de insônia é a situação financeira. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com as contas a pagar’’, comenta a neurologista.

 Estatísticas – Pesquisas indicam que aproximadamente 30% da população mundial sofrem de insônia. Apenas 9% têm a versão crônica – forma persistente do mal. Três mulheres para cada homem sentem os efeitos do distúrbio.
  De acordo com especialistas, existe padrão fisiológico para a quantidade ideal de horas de sono: nos adultos, entre sete e oito horas por noite; bebês dormem até vinte horas por dia; já para os idosos, cinco ou seis horas são suficientes.
  Entretanto, os próprios médicos afirmam que cada organismo dita sua própria necessidade. Por isso, quem dorme cinco horas por noite e se sente bem durante o dia não tem problema de sono.(Com agências)

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