Mudança de hábitos é saída para a falta de sono
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de novembro de 2005
Rodrigo Neppel<br>Reportagem Local 
A cidade está silenciosa, não parece haver uma alma viva sequer passando pelas ruas durante a noite. As horas passam e o sono insiste em não chegar. Quem sente na pele os efeitos da insônia sabe dar valor ao descanso perdido. O distúrbio atinge 40% da população brasileira, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O primeiro passo para tentar domar esse mal é seguir algumas dicas de especialistas.
Para começar, quem tem o problema deve manter horário constante para dormir, é o que explica a neurologista do Laboratório do Sono de Londrina, Mônica Marcos de Souza. Oscilações podem ser prejudiciais, diz.
Mas para evitar a insônia, os médicos também indicam a necessidade das pessoas mudarem hábitos como consumir produtos à base de cafeína e praticar atividades físicas durante o período noturno.
De acordo com Mônica, a insônia é a dificuldade de iniciar ou de manter o sono. É normal ter o problema esporadicamente, mas quando o distúrbio dura mais de 30 ou 40 dias é necessário procurar ajuda médica.
Os efeitos, segundo a neurologista, são sentidos principalmente no dia seguinte. A insônia pode atrapalhar o desempenho no trabalho e causar problemas de saúde. Quem dorme com dificuldade sofre de cansaço, irritação, dores, mal-humor e desânimo.
Causas O diagnóstico não é fácil. Cada ocorrência tem característica própria que deve ser avaliada separadamente. Mas, segundo Mônica, a principal causa é a emocional depressão, ansiedade, entre outras.
Turno de trabalho noturno, barulho, excesso de substâncias estimulantes, eventos estressantes, doenças, mudança repentina de hábito e até mesmo a internet são outros fatores que podem contribuir para uma noite maldormida.
Tenho percebido que um dos grandes problemas que contribui para o aumento no número de casos de insônia é a situação financeira. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com as contas a pagar, comenta a neurologista.
Estatísticas Pesquisas indicam que aproximadamente 30% da população mundial sofrem de insônia. Apenas 9% têm a versão crônica forma persistente do mal. Três mulheres para cada homem sentem os efeitos do distúrbio.
De acordo com especialistas, existe padrão fisiológico para a quantidade ideal de horas de sono: nos adultos, entre sete e oito horas por noite; bebês dormem até vinte horas por dia; já para os idosos, cinco ou seis horas são suficientes.
Entretanto, os próprios médicos afirmam que cada organismo dita sua própria necessidade. Por isso, quem dorme cinco horas por noite e se sente bem durante o dia não tem problema de sono.(Com agências)


