Os 14 maiores supermercadistas e redes de supermercados da capital e região metropolitana foram convocados a participar de uma audiência pública hoje, às 14 horas, na subsede do Ministério Público (MP) do Paraná, para apresentar soluções para o problema das sacolas plásticas distribuídas pelos estabelecimentos. Segundo a assessoria de imprensa do MP, o passivo ambiental gerado pelos supermercados do Estado mensalmente é de cerca de 80 milhões de sacolas. Ainda conforme a assessoria, esse material, em sua maioria, acaba nos aterros ou lixões dos municípios e, muitas vezes, em rios e terrenos baldios das cidades, causando grave problema ambiental, já que o plástico comum tem um longo período para decomposição, que pode chegar a 500 anos.
O objetivo do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, que convocou a reunião, juntamente com a Secretaria de Estado da área (SEMA), é verificar quais providências os supermercados pretendem adotar para atenuar este problema ambiental e qual o cronograma para esses projetos.
Uma das sugestões que serão apresentadas aos empresários é a adoção das sacolas oxi-biodegradáveis, feitas de material que se decompõe sem a necessidade de ser enterrado, apenas pela atuação da temperatura, sol, vento e outras variáveis naturais. Sua desintegração ocorre muito mais rápido do que os plásticos comuns, em no máximo em 18 meses.
Segundo o procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos, coordenador do CAOP do Meio Ambiente do MP Estadual, não há intenção de impor aos supermercados nenhum modelo específico de gerenciamento desse material. O MP espera das empresas propostas que sejam aplicadas e que contribuam efetivamente para a redução do passivo ambiental gerado. O MP fica na Rua Marechal Floriano Peixoto, nº 1251, Rebouças.

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