Movimentação do setor pode chegar a R$1 bi
Nos últimos 10 anos o setor imobiliário vem tendo uma participação mais relevante no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. De acordo com o diretor de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil Norte do Paraná (Sinduscon), Olavo Batista Junior, atualmente de 7% a 10% do PIB é voltado para o setor e isso aconteceu porque nos anos anteriores havia uma defasagem, as pessoas precisavam comprar imóvel, mas não tinham crédito. "Com a estabilização do Brasil há mais de 20 anos, as pessoas conseguem comprar seu imóvel com garantia de financiamento", afirma.
De acordo com ele, o mercado imobiliário de Londrina vem trabalhando nos últimos cinco anos com crescimento na faixa de 5% a 10% ao ano e a expectativa é que o crescimento continue no patamar de 5% a 7% no ano que vem. "O mercado imobiliário, especialmente no que se refere a apartamentos, gira em torno de R$ 1 bilhão ao ano. Este número nós conseguimos visualizar de 2010 para cá e é provável que no ano de 2014 os números também se fechem nesta faixa", aponta.
Em Londrina são lançadas cerca de três mil unidades de apartamentos ao ano, de acordo com dados do Sinduscon, e Junior explica que o número é ideal para atender ao público da cidade. "Os dados do IBGE mostram que aproximadamente três mil casais se casam e outros três mil se separam por ano em Londrina. Estas pessoas precisam de imóveis e isso faz a diferença", afirma. Ele complementa que nos próximos anos até 2028 - vamos viver um "bônus demográfico" porque a maior parte da população tem entre 25 e 38 anos e está economicamente ativa. "Esta população pode se planejar e comprar imóvel nos próximos anos, e isso contribui com a movimentação do mercado", complementa.
A sazonalidade do mercado imobiliário é entendida por empresários e investidores e existe independentemente da gestão do país. "Ela está relacionada à economia. Se a taxa de juros aumenta as pessoas ficam com receio de se comprometer a longo prazo, mas se for mantido o patamar atual não deve haver mudança, porque as pessoas já estão acostumadas", salienta. Conforme ele, por conta do fator cíclico do mercado, haverá uma desaceleração no número de financiamentos nos próximos anos.
Conforme ele, em 2013 foram aprovados em Londrina a construção de 1.875 milhão de m2 e a projeção é que o ano de 2014 feche batendo os 2 milhões de m2 aprovados. Outro dado que chama atenção é o Habite-se. "No ano de 2013 foram emitidos pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) protocolos de Habite-se de construções comerciais, residenciais ou industriais de 935 mil m2 e a projeção para 2014 é que este índice chegue próximo de 1 milhão de m2", complementa.
O diretor do Sinduscon destaca que o termômetro do mercado são os clientes. "O motivo das empresas lançarem é porque tem gente comprando." Para ele, o dinamismo da vida moderna favorece o mercado porque estimula a compra de imóveis. "Os apartamentos estão mais funcionais e as pessoas têm mais condições para comprar, mas ao mesmo tempo hoje o cliente analisa mais antes de fechar um negócio. As empresas não pisaram no freio, mas o acelerador não está tão fundo como estava há cinco anos", conclui. (M.A.)






