Movidos pelo trabalho
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de agosto de 2004
Jacira Werle<br>Reportagem Local 
Jacira Werle
Reportagem Local
Imagine a decisão de algumas famílias, 70 ano atrás: deixar o local onde viviam para se aventurar em uma região desconhecida. É provável que caso eles estivessem satisfeitos onde estavam não buscariam um novo horizonte. Além de roupas e outros pertences, quantos medos e receios não foram trazidos dentro dos baús. Estavam diante de um futuro incerto. Aportar em uma terra estranha, deparar-se com mato e ter que cortar as árvores para formar a lavoura, ou trabahar em fazendas antes de conseguir um pedaço próprio de chão. Essas são algumas divagações que podem ser constatas nas conversas com muitos pioneiros que vieram para Londrina e região para trabalhar na agricultura.
Empreededores aventureiros, também responsáveis pelos 35% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná hoje, formam homenageados em um cerimônia na útlima segunda-feira em Londrina. Ao todo, 750 pessas ligadas à agricultura e pecuária de 19 municípios da região norte, receberam um certificado e uma medalha em reconhecimento pelo pioneirismo. A homenagem fez parte das comemorações pelos 60 anos da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab) do Paraná.
A cerimônia teve a presença do vice-governador e secretário da Seab, Orlando Pissuti. Instantes antes do início da cerimônia ele ressaltou a importância do trabalho dos agricultores verdadeiros responsáveis por um terço dos recursos gerados no Estado.
Perguntado sobre o que ainda falta na competente agricultura paranaense ele disse que ainda carecem investimentos em logística. Estradas melhores, boas condições para o armazenamento dos grãos mais pesquisas e técnicos para disseminarem as técnicas para o aumento e melhora na qualidade da produção. Segundo Pessuti, os recursos para esse tipo de aplicação não seriam somente de responsabilidade do governo estadual. Investir em logística cabe aos governos municipal, estadual e federal, mas também são necessários recursos da iniciativa privada e dos próprios produtores, argumentou.
É previsível que quando várias pessoas se lançam para uma nova região estão se aventurando em uma incerteza. Sabe lá se vão melhorar de vida ou piorar. No entanto, como já havia dito Pero Vaz de Caminha em carta enviada ao rei de Portugual avisando da chegada ao Brasil: Nesta terra, em se plantando, tudo dá a frase é válida quando se fala em uma das terras mais férteis do país, a terra roxa.


