Mortes no Tatuquara geram questionamentos
A atuação dos conselhos de segurança e a escolha dos integrantes de cada comunicade começaram a ser questionadas com a morte do pintor Sidnei Costa Rdorigues, de 24 anos, morador do bairro Tatuquara. Sidnei foi morto por quatro vigilantes de uma empresa privada (que era clandestina e não tinha qualquer tipo de autorização da Polícia Federal para funcionar, mas divulgava os telefones nas listagens oficiais e circulava com viaturas caracterizadas). O autor intelectual da morte do pintor era, segundo a polícia, o dono da empresa e presidente do Conseg Tatuquara.
A família relatou no inquérito policial que Sidnei vinha recebendo ameaças há 15 dias. Nem o dono da empresa, nem os funcionários (vigilantes) tinham passagem anterior pela polícia. O vice-presidente da Federação Nacional de Segurança Eletrônica, Jefferson Furlan, lamentou as mortes.
O setor de vigilância acredita que o momento é de união e busca de alternativas para evitar o funcionamento de empresas clandestinas - muitas delas se aproveitariam da igenuidade da comunidade local e cobrariam uma espécie de pedágio para proteção individual das residências. ''A hora agora é de união'', disse Furlan.
Para o major Douglas Dabul, chefe do Setor de Planejamento do Comando de Policiamento da Capital (CPC), os consegs e as empresas são criados para garantir a segurança da comunidade ao seu entorno.
''A gente percebe que a sociedade tolera a segurança clandestina nos bairros até que ocorra um incidente como este. A Polícia Militar (PM) não irá tolerar. O vigilante com arma circulando pelas ruas será preso. Abordagem é ação de polícia. Fiscalização de vigilância tem que ser interna. Dentro das sedes'', explicou ele. (L.P.)





