Morador reclama de abordagem em pais de família
O vendedor Joni Palhano, de 34 anos, nem acredita em segurança. Há dois meses na Vila Hauer, já teve que conviver com os arrombamentos e os furtos constantes. ''Quem disse que tem segurança no bairro? Todo mundo é roubado! Prevenção aqui não tem. Tem a polícia dando geral em pai de família'', apontou Palhano. Os furtos são de todo o tipo de objeto. ''Eles roubam tudo. Não dá para aguentar. Se tem cachorro de guarda, eles furtam os cachorros para vender depois. Não tem o que fazer''. Palhano também desconhece o funcionamento de conselhos de segurança em Curitiba.
O pintor Luis Rodrigues, de 59 anos, chegou na Vila Hauer há 42 anos. Ele lembra que deixava a casa aberta e que brincava com os amigos em frente de casa. Agora, tem horário para andar pelas ruas e não vai até a esquina sem trancar tudo. ''Não dá para deixar nada do lado de fora, que furtam mesmo. Botijão, roupa no varal, brinquedo de criança. Antigamente eu deixava a casa toda aberta e saía com os amigos'', lembrou com nostalgia.
O pedreiro Waldemar Rosa de Oliveira, de 64 anos, contou que a comunidade toda sabe quem são os ladrões. Inclusive a Polícia Militar (PM). ''A segurança aqui é péssima. Tem ladrão em tudo quanto é canto e de todas as idades. A polícia vem direto aqui, mas não faz nada. Dá geral nessa gente eu só vi uma vez. Todo mundo sabe quem é o ladrão. Mas quando o ladrão entra na meia-lua, nem polícia vai. Ninguém é preso lá. Ninguém entra na meia-lua sem autorização'', relatou o pedreiro.
A reportagem da Folha passou pela manhã na meia-lua (região chamada desta forma pelo formato que tem e considerada como violenta) e não viu qualquer movimentação. Nem de pessoas, nem da Polícia. Todos os entrevistados disseram desconhecer a atuação dos conselhos de segurança em Curitiba. Mesmo os que tinham os telefones dos policiais do Projeto Povo, acharam que a atuação preventiva é ineficiente. (L.P.)





