Montadoras, o emprego e o Paraná
A partir de hoje, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso inaugurar as instalações da fábrica da Volkswagen/Audi, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, estará, também, consolidando o Paraná como o segundo pólo automotivo brasileiro. A montadora alemã inicia, em uma das mais modernas fábricas do mundo, a produção dos modelos Audi A3 e do Novo Golf, dois veículos de qualidade mundial.
Com investimentos de R$ 750 milhões, a planta terá capacidade para produzir 160 mil veículos por ano para os mercados interno e de exportação. A nova unidade vai gerar três mil empregos diretos e dez mil indiretos. Em Curitiba, levantamento realizado pela Paraná Pesquisa mostra que 78,25% dos entrevistados apostam nos benefícios que o pólo automotivo trará ao Paraná, principalmente na queda do desemprego.
O governador Jaime Lerner chama a atenção para o círculo virtuoso determinado pela indústria automotiva, que não se restringe ao setor industrial, mas alcança todos os demais setores da economia, até mesmo o agrícola. Há um Paraná antes e outro depois da indústria automotiva, afirma o governador.
Para que o estado do Paraná conquistasse investimentos que somam, hoje, mais de R$ 16 bilhões, foi preciso coragem e investimentos na infra-estrutura, principalmente rodoviária. As rodovias que cortavam o estado estavam em péssimas condições de tráfego e foi necessária uma ação rápida, por intermédio da concessão do Anel de Integração, da reestruturação dos portos de Paranaguá e Antonina e do novo aeroporto em São José dos Pinhais, para viabilizar novos empreendimentos industriais.
A Folha do Paraná/Folha de Londrina





