MON cria laboratório de conservação e restauro
Considerado um dos principais espaços museológicos da América Latina, o Museu Oscar Niemeyer (MON) deverá ter, em breve, um laboratório de conservação e restauro das obras, assim como os grandes museus do mundo, atendendo padrões internacionais. Ainda não há previsão de quando ficará pronto. Alguns outros museus do País já possuem espaço semelhante, como a Pinacoteca de São Paulo, o Museu Histórico Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes.
Segundo Suely Deschermayer, coordenadora de Museologia, Acervo e Conservação do MON, as exposições realizadas no local, nacionais ou internacionais, são tratadas da mesma forma e qualidade, mas algumas adaptações devem ser feitas. ''Cada país tem umidade relativa do ar e temperatura variadas. Uma obra que vem da Europa não tem a mesma climatização que temos aqui, então é feita uma pequena variação para a conservação'', explicou. No Japão, a norma é manter as obras entre 50% e 60% de umidade no ambiente e 23 graus de temperatura.
No Brasil, como o clima é tropical, na maior parte dos casos, os museus utilizam 55% e 65% de umidade e temperatura de 19 a 22 graus. A diferença não pode ultrapassar 5% de umidade e 2 graus do país de origem da obra. (D.C.)





