Modelo argentino tem bom desempenho
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segunda-feira, 29 de dezembro de 1997
Londrina 
O modelo Renault 19, em suas sete versões, é o campeão de vendas da marca nos mercados onde atua. As versões comercializadas no mercado nacional nos três primeiros meses de 96 atingiram o número de 688 unidades, sendo 375 delas apenas no mês de março. Era até então o segundo automóvel mais vendido no ranking da Abeiva (Associação Brasileira dos Importadores de Veículos) e perdia para o Hyndai Accent, que teve 710 unidades comercializadas de janeiro a março.
O maior problema do modelo, já na época, era que os possíveis clientes da marca já estavam com o desejo de compra do modelo Mégane, que será produzido na fábrica de São José dos Pinhais só a partir do final de 1998. Mas a Renault do Brasil acenava com a possibilidade de comercializar o modelo - na versão 2.0 de 16V - no País já a partir deste ano.
A versão RN, de cinco portas, do modelo Renault 19, é um carro com motor de 1.6 litro, com injeção eletrônica monoponto. O design, o projeto da plataforma e carroceria são ultrapassados. Mas o desempenho, espaço interno, nível de conforto e consumo de combustível são itens que fazem entender porque o automóvel tem boa aceitação no mercado.
Arquivo FolhaNovidadeModelo produzido no Brasil substituirá o R 19 argentino, atual campeão de vendas
O encaixe das peças da carroceria mostram algumas sobras. E o acabamento é simplificado. Vale destacar a boa posição de dirigir, o painel de fácil leitura e espaço de sobra para quatro passageiros. Um quinto viaja em condições não muito satisfatórias. Itens como direção hidráulica e ar condicionado facilitam a vida do motorista e passageiros.
Em relação ao preço (R$ 21.500), o carro ganhava dos importados Golf GLX, Kia Sephia, Peugeot 405 GLi e Toyota Corolla DX. Mas perdia para os nacionais Kadett 1.8, Corsa Sedan, e Escort 1.6. O motor 1.6 tem potência máxima de 76 cv e torque de 13,1 mkgf. Esses números levam o carro a saltar de 0 a 100 km/h em 15,9 segundos. E atingir a velocidade máxima de 158,6 km/h. O consumo, com velocidade constante de 90 km/h é de 14,9 km/l.
O motor de 1.6 litro tem injeção eletrônica monoponto, cabeçote em liga leve e ignição integral mapeada. Privilegia o torque em baixas rotações e a economia de combustível em trânsito urbano. Chega a ter comportamento mais esportivo em altas rotações.
O design não é dos mais avançados, mas transmite um ar sóbrio e simples, sem ser muito imponente. O projeto foi desenvolvido pelo Centro de Design da Renault em conjunto com o renomado estilista italiano Giorgio Giugiaro, acompanhado tendências européias.
As quatro portas se abrem em ângulos amplos, o que facilita o acesso ao interior do carro. Graças às boas soluções de design encontradas para a versão quatro portas, seu desenho é tão equilibrado quanto o da versão três portas que conquistou o consumidor brasileiro.
A produção do modelo na Argentina deve seguir até ter início a produção do Mégane nacional. Além da direção hidráulica e ar condicionado e aquecedor com comandos por botões giratórios iluminados, pode se destacar os seguintes itens de série: alarme sonoro de esquecimento de luzes; rádio toca-fitas AM/FM digital, auto-reverse, com busca automática, programa, código eletrônico antifurto e painel removível.
E mais: acionamento elétrico de fechaduras das portas com comando infravermelho, vidros dianteiros elétricos com sistema one touch e cintos traseiros de três pontos inerciais.


