Mobilização existe há quase 2 anos
A luta para alterar o traçado original do gasoduto Brasil-Bolívia e estender um ramal para o Norte do Paraná é antiga. Estamos há mais de um ano tratando do assunto, lembra o vice-prefeito de Londrina, Alex Canziani (PTB).
A mobilização em torno do gasoduto começou a ganhar força em janeiro do ano passado, quando lideranças políticas e empresariais de Londrina se reuniram com representantes da Petrobras e da Companhia Paranaense de Gás (Compagás) para discutir esta reivindicação. O então presidente da Compagás, Luiz Bruel, descartou qualquer possibilidade de mudança no traçado, que cortaria apenas as regiões Leste e Sul do Paraná.
Alguns meses depois, porém, o presidente da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), Ingo Hubert, acenou positivamente. Ele chegou a anunciar que seria possível um dos ramais passar por Londrina. Nunca pensamos em deixar a segunda maior cidade do Paraná de fora do traçado, disse, na época.
Segundo Ingo Hubert, o município de Londrina contaria com um city gate - subestação responsável pela diminuição da pressão do gás.
O assunto voltou a ganhar força ontem com a entrega pelo prefeito de Londrina, Antonio Belinati, de documento ao presidente Fernando Henrique Cardoso reivindicando um ramal para o município.
O vice-prefeito Alex Canziani diz estar bastante otimista e acredita que esta reivindicação poderá finalmente ser atendida. O presidente foi bastante receptivo e percebeu que a reivindicação é justa, afirma. (L.O.)





