Curitiba - Na manhã de 5 de outubro de 2008, um crime chocou o País inteiro. Dentro de uma mala abandonada na Rodoferroviária de Curitiba foi encontrado o corpo de Rachel Genofre, de 9 anos. A menina foi asfixiada por esganaduras e tinha sinais de agressão e abuso sexual.
O autor do crime nunca foi identificado e uma força-tarefa foi montada para solucionar o caso. A menina desapareceu no dia 3, ao deixar a escola. Três anos se passaram e o crime continua cercado de mistério. Segundo a assessoria do Centro de Operações Policiais (Cope) da Polícia Civil, o caso é prioridade. Conta com dois investigadores e todo suspeito de pedofilia tem o DNA comparado com o material encontrado na menina. Mais de 100 suspeitos já foram testados.
Dor da perda
A mãe de Rachel, Maria Cristina Lobo Genofre, ainda luta para que o culpado pela morte da filha seja preso. Ela diz que acompanha de longe as investigações, não assiste aos noticiários, mas sempre acaba sabendo dos procedimentos que estão sendo realizados. ''O importante é não deixar o caso cair no esquecimento, mesmo que relembrar tudo o que aconteceu me deixa triste. Mesmo assim, não vou descansar enquanto tudo isso não for solucionado'', diz.
Sem culpados, o luto da família é infinito. ''Não visito o túmulo da minha filha porque vem todas as lembranças, de tudo o que nós passamos, é muito doloroso. Simplesmente não consigo ir até lá'', admite a mãe.
O corpo da menina Rachel foi enterrado no Cemitério Municipal do Santa Cândida e recebe muitas visitas. Segundo Maria Cristina, alguma mobilização para relembrar os três anos do caso está sendo preparada para o próximo mês. ''Ainda não sabemos o que será feito, mas deve acontecer alguma coisa. Seria um ato para relembrar a minha filha e para o caso não passar impune.''
SERVIÇO: Informações sobre o crime devem ser comunicadas, anonimamente, pelo telefone (41) 3284-6562.

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