Migração é tema
que ocupa debate
de especialistas
Outro fator preocupante apontado pelo professor Oliveira é a migração. ‘‘A Região Metropolitana de Curitiba atraiu em cinco anos, sem contar com as montadoras, o equivalente a cinco vezes a população de Londrina’’, afirma. Segundo ele, junto com pessoal especializado ‘‘deverão vir migrantes que não terão as características necessárias para ser empregados, ficando nas periferias’’.
No entanto, Gilmar Mendes, do Ipardes, considera que ao contrário do que os pessimistas vêem, o impacto social não deverá ser tão grande. ‘‘Em primeiro lugar, a maior parcela dos investimentos aplicados no Paraná estão no interior’’, rebate. ‘‘O plano de industrialização está criando um Estado mais equilibrado’’.
Mendes afirma que quatro fatores vão manter a economia estadual nivelada. ‘‘O eixo de montadoras na Região Metropolitana, os investimentos em infra-estrutura, a transformação do agribussines e a aplicação de recursos em ciência e tecnologia vão fazer com que a economia do Paraná cresça equilibrada’’, assegura. Ele considera que a aplicação de recursos no setor agrícola - por exemplo, café adensado e cotonicultura - evitará a migração da população para os grandes centros. (I.R.)

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