Micros tentam crescer em condomínio
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de setembro de 1997
Sid Sauer Campo Mourão 
Sid SauerLídia Mizote trabalhando em sua estamparia: muito melhor Seis microempresas do ramo de confecções de Campo Mourão lutam para crescer através do sistema de condomínio. A idéia partiu da prefeitura e entrou em funcionamento em fevereiro deste ano. Trata-se de um aperfeiçoamento da incubadora industrial, que havia começado a funcionar dois anos antes. A diferença é que o Condomínio de Fábricas e Lojas fica localizado na área central, e além disso os fabricantes têm a vantagem do espaço para comercialização direta.
Melhorou muito, diz a síndica do condomínio, Lídia Mizote. Ela é proprietária de uma estamparia e estava para desativar a sua microempresa quando surgiu a chance de participar do condomínio. Agora, não pensa mais em parar.
A exemplo do que fez com relação à incubadora, a prefeitura continua pagando o aluguel e oferecendo desconto no IPTU para os participantes. Cada empresa pode ficar até dois anos no condomínio. Depois, tem que ceder o lugar.
Segundo Lídia, o forte do Condomínio F&L é o trabalho conjunto. Temos mais autonomia do que na incubadora inicial, conta. Antes, tudo dependia da prefeitura, mas agora somos nós quem decidimos até quem entra no condomínio. Atualmente, há espaço para instalação de mais uma empresa no local, mas ela precisa ser do ramo de vestuário, segundo a administradora. Também é recomendável que a pessoa tenha um mínimo de experiência no ramo, frisa Lídia.
DescontosGraças ao trabalho em conjunto, as seis microempresas conseguem reduzir uma série de custos obrigatórios para manter o negócio. Os gastos com divulgação, por exemplo, são divididos. Assim não pesa para ninguém, ressalta Lídia. Outra vantagem no condomínio é conseguir descontos através de compras maiores. Procuramos comprar nosso material tudo de uma vez. Com um volume maior de compras, conseguimos preços melhores.
Além disso, o frete das reposições também é dividido entre os participantes do condomínio, o que garante a eles mais uma importante forma de baixar custos.
Lídia garante que não há rivalidade entre eles devido à concorrência. Cada um procura produzir uma linha diferente do outro, explica. Para isso, a produção é diversificada nas seis microfábricas. Enquanto um produz malhas, por exemplo, outro trabalha com uniformes empresariais. Há ainda fábricas de lingerie, sacolas, bolsas e sapatilhas.
No lugar da concorrência, há a união dos condônimos, garante Lídia. Segundo ela, as microempresas se unem quando uma delas recebe uma encomenda superior à sua capacidade de produção. Um ajuda o outro e ninguém fica sem serviço, diz. O trabalho em conjunto inclui desde o uso de máquinas até o empréstimo de funcionários. Além do mais, o serviço que uma empresa não faz, o vizinho pode fazer, afirma.


