Mais viável e muito mais discreto, o microchip já é obrigatório em diversos países europeus. Segundo o veterinário Mauro Anselmo, a implantação é indolor e rápida - como furar as orelhas. O custo final varia de R$ 50 a R$ 70.
O chip dura a vida inteira do animal e é mais seguro que as plaquinhas de identificação, muito fáceis de tirar. Tem o tamanho de um grão de arroz e é implantado na nuca do animal, na região subcutânea. Invisível ao olho humano, só é possível saber se o bicho tem um chip implantado com um leitor especial.
Feita a leitura, aparece no visor do aparelho apenas o número do chip. Com o código na mão, o veterinário acessa o banco de dados em uma página da internet (varia de acordo com o fabricante) e tem acesso às informações do animal perdido. Anselmo já implanta chips em seus pacientes há dois anos. Em cães de exposição, é obrigatório. ''A frequência de pedidos ainda é baixa por falta de divulgação e por não ser obrigatório'', acredita.
O número de clínicas veterinárias e pet shops que vendem e implantam o chip está aumentando pouco a pouco. Quanto mais comum ele se tornar, melhor. Assim, crescem as chances de, no caso de seu pet querido fugir, ele ser rapidamente encontrado. Afinal, o chip só serve se o animal perdido cair nas mãos de um veterinário que tiver o leitor.
A advogada Patrícia Robortella sempre gostou de animais. Dona de Luc, um cão da raça lhasa apso, ela queria arranjar uma companheirinha vira-lata para ele não se sentir tão sozinho durante o dia. Em vez de ir até os canis da cidade, Patrícia sentou em frente ao micro e fez a busca no Google. Descobriu o Patinhas Online (www.patinhasonline.com.br), apaixonou-se quando viu Vitória no site e decidiu adotá-la.
Já a consultora Juliana Gonçalves, dona do pug Godofredo, queria uma namorada da mesma raça para cruzar com ele. Ela o cadastrou em uma agência de encontros online e encontrou Pink.
Os dois casos acima mostram uma realidade: a tecnologia, que antes era algo exclusivo para os seres humanos, agora também serve para os animais se relacionarem e até fazerem compras.
Patrícia virou umas das voluntárias que mantém o Patinhas no ar. Funcionando há três meses, 250 pessoas estão cadastradas na página. O site acolhe os cães em um canil público e depois coloca suas fotos na web para a adoção.

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