METROPOLITANA - RMC tem 18 unidades estaduais de conservação
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
O Paraná tem 63 unidades de conservação estaduais, sendo que 18 estão localizadas total ou parcialmente em municípios da Região Metropolitana de Curitiba. Destas, segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), estão abertas para visitação o Parque Estadual de Campinhos (localizado entre Cerro Azul e Tunas do Paraná), o Parque Estadual das Lauráceas (Adrianópolis e Tunas do Paraná), a Floresta Estadual Metropolitana (Piraquara), o Parque Estadual do Monge (Lapa), o Parque Estadual João Paulo II (em Curitiba, gerenciado pela Prefeitura Municipal) e o Parque Estadual da Serra da Baitaca (Piraquara e Quatro Barras), no início do Caminho do Itupava. Em alguns casos, as visitas devem ser agendadas no IAP.
Marcos Antônio Pinto, chefe do Departamento de Unidades de Conservação (DUC) do instituto, afirma que o Governo do Estado está procurando readequar algumas áreas. Já há estudos para revitalização do Parque Estadual do Monge, trabalho que incluirá processo de regularização fundiária e reestruturação da área de visitação. A situação do Parque Estadual Gruta da Lancinha (que está passando por recategorização para monumento natural), em Rio Branco do Sul, também está sendo regularizada e em breve o local deverá estar aberto para visitantes.
''O simples fato de colocar pessoas num ambiente natural causa impacto. Mas os parques são criados para que a população tenha contato com a natureza. Se você tem uma bela área e não deixa as pessoas entrarem, elas não se vêem como parceiras na preservação daquele local'', diz Pinto.
O Parque Estadual de Campinhos é uma das primeiras unidades de conservação do Paraná. Foi criado em 1960, mas já era visitado décadas antes. ''O local era uma área particular. O dono tinha construído um forno de calcário. Ele trazia as pedras das cavernas para queimar e fazer a cal. Também tirava madeira nativa. Para preservar a área, o Estado desapropriou o local na década de 1940'', explica Esmeraldo Gonçalves Taborda, guarda-parque da unidade.
Há oito anos, foi definido um plano de manejo para a área. ''Eu trabalho aqui desde 1981 e mudou muita coisa. Antes, entravam umas 30 pessoas ao mesmo tempo na caverna. Hoje existe um controle'', aponta Dormando Taborda, pai de Esmeraldo e também guarda-parque. Os Taborda têm uma relação especial com o Parque Estadual de Campinhos: além de Dormando e Esmeraldo, outros integrantes da família trabalham no local. ''Conheço essas cavernas desde os oito anos de idade. Eu brincava de esconde-esconde lá dentro'', lembra Esmeraldo.
As cavernas, formadas por rochas calcárias, são a principal atração do parque. No labirinto de pedras e escuridão, é preciso ter uma lanterna para apreciar os desenhos feitos pela natureza: formas que lembram caveiras, quedas d'água, imagens de santos. Os guardas estimam que aproximadamente 500 pessoas visitam o parque por mês. ''A maioria das visitas que recebemos é de pessoas de Curitiba e Região Metropolitana. Durante a semana, vêm muitos grupos de colégios, e aos sábados e domingos, famílias'', diz Eloise Regina Pak, gerente da área.


