O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) mantém já há alguns anos um programa de monitoramento da qualidade do ar. Segundo o presidente do IAP, Vitor Hugo Burko, todas as 12 estações de medição estão localizadas na Região Metropolitana de Curitiba, área do Estado que concentra mais problemas de poluição atmosférica.
Há quatro pontos em Curitiba, na Santa Casa, na Praça Ouvidor Pardinho e nos bairros Santa Cândida e Boqueirão; sete em Araucária, nos bairros Sabiá (Seminário e Companhia Siderúrgica Nacional), Assis (Vila Nova e Fazenda Velha) e Tidiquera (São Sebastião), na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e na Usina Elétrica a Gás de Araucária (UEG); e uma em Colombo, no Centro.
De acordo com o IAP, os padrões de qualidade do ar são aferidos conforme sete indicadores: partículas totais em suspensão, fumaça, partículas inaláveis, dióxido de enxofre, monóxido de carbono, ozônio e dióxido de nitrogênio.
''A discussão da questão ambiental é relativamente recente e não faz muito tempo que foram definidas as exigências do setor. Decidimos os pontos de monitoramento conforme a possibilidade de poluição atmosférica'', explica Burko. O presidente do IAP cita que em Curitiba os veículos são os principais responsáveis pela emissão de poluentes atmosféricos. Em Araucária, os problemas maiores viriam das indústrias, e em Colombo, das empresas de cal e calcário.
Burko aponta que em 2007, até o início de agosto, não haviam sido registrados índices que apontassem qualidade do ar inadequada ou má nas estações de Curitiba e Araucária. Em Colombo, os níveis teriam sido extrapolados cinco vezes. Segundo Burko, há algumas semanas foi promovida uma fiscalização em empresas de calcário do município e duas foram embargadas.
''As empresas têm que entender que não basta ter bons equipamentos. A manutenção é essencial. Estamos puxando a orelha dos empresários para que se adequem. Hoje, é alto o nível de exigências ambientais para as empresas que vão se instalar no Paraná, além das cobranças para readequação das que já estão instaladas'', diz o presidente do IAP. Burko aponta que nos últimos anos a estiagem também influenciou os índices de qualidade do ar, pois a falta de chuva dificulta a dispersão dos poluentes.

mockup