METROPOLITANA - 25 anos de mesa farta
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segunda-feira, 09 de julho de 2007
Denise Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Com a fartura e a alegria características, a Festa da Polenta, Frango e Vinho de Santa Felicidade chegou ao seu 25º aniversário no último final de semana, no Bosque São Cristóvão. E a exemplo da Festa da Uva, que no próximo ano comemora seu cinquentenário, a festa da gastronomia italiana ainda vai longe no que depender dos voluntários e do público.
Moradora de Santa Felicidade, Lucimara Lazaroto, de 37 anos, gosta da festa porque ela reúne o que há de melhor na tradição gastronômica trazida da Itália. E com apenas 7 anos, a filha Larissa já aprendeu a lição: ''A comida aqui é a melhor que tem''.
Um dos fundadores da Festa da Uva, que deu origem à Festa da Polenta, Frango e Vinho, Claudinei Trogue, de 63 anos, passa até 16 horas por dia preparando as porções da comida típica. A maratona de três dias diante dos tachos de óleo fervente é cansativa mas, segundo Trogue, ninguém abandona o posto. ''Cansa mas São Judas Tadeu dá muita força para nós e o pessoal não mede esforços. São 25 casais que trabalham incessantemente para um bem comum que é ajudar a paróquia de São José de Santa Felicidade'', justifica o alemão que há 42 anos veio dançar um baile no bairro, achou uma italiana e nunca mais saiu.
Além do trabalho intensivo durante a festa, a dedicação para que tudo fique bom começa bem antes da noite de abertura. ''É a semana toda à noite fazendo polenta e cortando frango'', conta Trogue. ''Se a gente tiver saúde vamos chegar aos 50 anos da festa do frango e polenta também.''
A festa, que também tem parque de diversão, palco para apresentações de dança e música típicas, e barracas com produtos diversos, oferece tantas atividades que Silmeri Lugarini, de 42 anos, chega a passar uma tarde inteira no Bosque São Cristóvão nessa época.
''A gente vem para o ensaio da filha, depois tem a apresentação, aí já almoça, se diverte'', conta a bisneta de imigrante italiano, para quem a festa é uma forma de recordar a tradição vivida em família. ''Carrega toda essa herança cultural tanto a parte alegre, quanto a parte sofrida. É a maneira italiana de comemorar, reunindo a família em volta da mesa. E a gente continua, tenta preservar passando para os filhos a cultura dos nonos''.


