Metodologia é baseada em costumes e ritos de passagem
Boa parte da metodologia dos Guerreiros do Coração é baseada em pequenos costumes e ritos de passagem ancestrais. Além de compartilhar experiências, os homens cozinham juntos, fazem fogueiras, meditam, dançam... Tudo envolto em uma simbologia de origem tribal.
Mas falar abertamente de questões individuais não é suficiente? Qual a necessidade de organizar rituais? "Muitas vezes, a nossa consciência não acompanha o desenvolvimento cronológico e biológico do organismo. Nesse sentido, os ritos de passagem nos ajudam a fazer a transição de um momento obsoleto para um totalmente novo", justifica Alexandre.
Para o facilitador, alguns homens preservam um ego infantil, que oscila entre impulsos passivos e agressivos. A energia verdadeiramente adulta, ao contrário, é centrada e organizada. Essa imaturidade, segundo ele, é um dos reflexos do rompimento da família tradicional, que colocou o papel do pai em xeque.
"A partir da Revolução Industrial, o homem sai do campo e começa a trabalhar em fábricas, numa longa jornada. Longe do pai, os meninos ficam sem um modelo masculino próximo. Pior: enxergam a figura do pai a partir da ótica da mãe. E quando a mulher vai buscar sua independência, os filhos passam a ser criados pela escola, empregada, internet, televisão", teoriza.
De resto, Alexandre acredita que a maior dificuldade das pessoas em geral é "sair da cabeça e acessar o coração". "É uma questão de educação. Fomos criados num mundo cerebrocêntrico, e nos atrapalhamos quando temos de lidar com sensações e emoções", conclui o guerreiro. (O.G.)





