Há mais de três anos, empresários e políticos da região de Umuarama vêm tentando negociar a implantação de uma linha aérea para Curitiba. A discussão teve início com uma mobilização de empresários locais, que querem uma linha aérea para agilizar o deslocamento até a Capital do Estado.
Mas o projeto tem encontrado uma série de dificuldades. O primeiro obstáculo foi a estrutura do Aeroporto Orlando de Carvalho, que estava fora dos patrões exigidos pelo Departamento de Aviação Comercial (DAC) e teve que passar por uma série de reformas e adaptações.
O município se empenhou e com ajuda do governo do Estado executou uma série de obras no aeroporto. As salas de embarque e desembarque foram ampliadas, banheiros e a sala de administração foram reformados, o saguão ganhou novos piso, vidros e nova pintura e o pátio externo foi recapeado.
Para receber as aeronaves, foram efetuados reparos na pista de pouso e decolagem, isolamentos da área da estação com o pátio e pista, balizamento e a construção de salas para rádio com transmissor, equipamento essencial para auxiliar na decolagem e pouso de aviões durante o dia ou à noite.
As obras começaram em abril de 1999 e já estão concluídas e aprovadas pelo DAC, mas não o suficiente para que os vôos entrassem em operação. Todas as companhias que demonstraram interesse em operar em Umuarama exigiram que o município ou os empresários se responsabilizassem com o custo mensal do serviço, na hipótese de não haver demanda.
A assessoria do prefeito Fernando Scanavaca (PPB) argumenta que o município não pode assumir essa responsabilidade, principalmente por tratar-se de um procedimento ilegal. Já o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Umuarama (Aciu), Nélio Guazzelli, afirma que a demanda existe. Ele explica que muitos empresários de Umuarama e região se deslocam com frequência a Curitiba, ‘‘mas partem dos aeroportos de Maringá ou Toledo’’. Guazzelli confirma, entretanto, que a Aciu também não pode assumir a responsabilidade por eventual falta de demanda.
Atualmente, três empresas de aviação comercial estão negociando a possibilidade de operar a linha aérea Umuarama-Curitiba. O presidente da Aciu preferiu não divulgar o nome das empresas, mas informou que duas delas são de Minas Gerais e a outra de São Paulo.
Apesar de todas as reformas, até agora nenhum vôo comercial chegou ou partiu do Aeroporto Orlando de Carvalho.

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