MERCADOS EM SOBRESSALTO
Esperar para ver. Esta é a atitude adotada de ponta a ponta do planeta quando a pergunta, inevitável, é: O que vai acontecer com a economia mundial depois dos ataques terroristas que abalaram o coração financeiro da maior potência do planeta? Haverá impacto, prevêem analistas internacionais. Medir estas consequências é que seria prematuro no ''day after'' do acontecimento que fez ruir as estruturas do império americano e pôs o mundo em estado de choque. Para alguns, o momento não poderia ser pior, porque as economias globais, EUA inclusive, já estavam em recessão. A presumida conexão com o Oriente Médio vai ao que tudo indica elevar os preços do petróleo nos mercados mundiais, pressionando as taxas de inflação e reduzindo o ritmo de produção, além de diminuir o poder de compra dos principais mercados. A dimensão e 'timing' da retaliação norte-americana aos autores dos atentados também vão definir a medida do desastre econômico. A corrente menos otimista entende que os níveis de confiança do empresariado, dos consumidores e do mercado financeiro serão atingidos quando a poeira baixar, deprimindo a atividade econômica global. Ontem, no Brasil, já foi possível ter uma prévia do que nos espera, ao menos em um curto prazo. O dólar 'voou' e bateu o recorde do Plano Real, encostando na cotação de R$ 2,70. Muitos negócios ficaram suspensos no País. Só a bolsa paulista foi contra a corrente e reduziu o prejuízo da terça-feira, fechando com valorização de 2,6%. Quem sabe, um sinal de que o quadro não será tão desastroso como se avista.
(Ruth Meira, com agências)





