Para lançar uma fragrância no mercado, com foco nos públicos premium, é necessário um projeto de longo prazo. Isso envolve cientistas, químicos, perfumistas, designers, marketeiros e os famosos ''narizes'' - como são chamados os diretores olfativos.
''Uma fragrância pode nascer de diversas maneiras. Pode ser gerado a partir de um briefing de cliente, que define com antecedência os parâmetros que direcionarão sua criação. Ou a partir de uma idéia simples e pura, como uma centelha criativa, o que é mais raro.'', detalha o perfumista Hernan Figoli.
Segundo Figoli, o objetivo deste tipo de projeto é produzir um perfume que envolva conceitos desde sua concepção. ''Ele remete a maneira como irá segmentar seus consumidores nas ações de divulgação no final do processo de produção.'', explica.
Tanto é assim que, entre as cinco marcas de mais valor no mercado global, segundo recente levantamento da revista Forbes, duas são de perfumes: Gucci, na terceira colocação, e a Chanel, que ocupa a quinta. Seus valores são de US$ 9,3 bilhões e US$ 8,6 bilhões, respectivamente.
O preço de uma fragrância não é regido por uma tabela comercial. Executivos comentam que seu valor agregado pode chegar até US$ 500 mil do início da prospecção ao final das ações de lançamento do novo produto. Já o salário do perfumista, que atravessa noites e corre contra o tempo estipulado por prazos de entrega, pode chegar aos US$ 15 mil mensais.
Outro dado que corre nos bastidores e está trancado a sete chaves é o faturamento deste mercado de matéria-prima. Fontes do setor, que preferem ficar em sigilo, revelam que já está prestes a ultrapassar os US$ 200 milhões até o final de 2008.

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