Mercado imobiliário reage ao déficit
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quinta-feira, 10 de dezembro de 1998
Mauricio Della Barba 
Londrina vai enfrentar um déficit imobiliário no começo do próximo milênio, mas avançará muito para obter a superação. Isso é o que afirma o delegado regional do Sindicato da Habitação em Londrina (Secovi), Márcio Strini: Não se está construindo com a mesma velocidade de absorção do mercado. Segundo ele, seriam necessários 3 mil imóveis para suprir a demanda. Hoje, há cerca de 1.500 imóveis para venda e locação na cidade.
Strini também faz uma avaliação otimista do setor. Acredito que a partir do meio do próximo ano, o setor de construção comece a crescer novemante, diz. A chegada de novas empresas e a fase de industrialização da cidade são alguns dos fatores que podem justificar o crescimento.
O mercado também mudou muito nos últimos anos. A mentalidade do cliente está diferente. Ele está mais prático e quer coisas compactas. Casas e apartamentos com muitos quartos deram lugar aos lugares enxutos, explica Strini. Os preços também passaram por mudanças. Os valores caíram na realidade. As propriedades, quando não se valorizam, permanecem com uma desvalorização normal para o setor. Não há mais supervalorização ou uma desvalorização enorme , diz Strini.
Segundo Strini, existem cerca de 100 imobiliárias em Londrina, com a média de 600 empregados diretos. As imobiliárias estão se preparando, com cursos e com o Sebrae, para uma nova realidade, explicou. A expectativa do setor perante ao futuro da cidade é boa. Londrina ainda é nova, tem muito a crescer, e fazemos parte disso. Podemos acreditar em um avanço no próximo milênio, disse Strini.


