A figura do Disc Jockey (DJ) tem ficado cada vez mais conhecida na cena musical curitibana. Se há algum tempo este profissional era relegado ao papel de uma jukebox (equipamento que toca música com moedas), hoje ele é o personagem central de algumas festas.
  Na avaliação do DJ Christ, dono de uma escola de DJ’s, esta transformação foi conduzida pela indústria fonográfica, que estaria vendo na música eletrônica a futura tendência do mercado consumidor. Outro fator que impulsionou a proliferação deste gênero foi a internet, que hoje facilita a busca por novos estilos e disponibiliza softwares de discotecagem, tornando acessível a produção de músicas eletrônicas.
  Há 16 anos tocando, o DJ Dani Mizuta acredita que o aumento no número e no porte das festas raves tem proporcionado a muitos profissionais viverem da música. Segundo ele, hoje o cachê de um DJ de alto nível gira em torno de R$ 4 mil, por duas horas de trabalho. ‘‘Mas estes são os Ronaldinhos da vida’’, compara. A grande maioria dos profissionais desta área cobra bem menos, por volta de R$ 400 por set. Esta disparidade se deve à fama desfrutada por alguns DJ’s famosos, cujo nome arrasta multidões para as festas.
  O mercado de trabalho também está se diversificando. Segundo Christ, produtores de música eletrônica são bem absorvidos pela publicidade - na criação de trilhas -, em eventos como desfiles de moda, coquetéis, aniversários e outros. ‘‘Onde uma banda pode estar presente, o DJ também pode’’, conta Christ. ‘‘Com uma diferença: enquanto a banda demora mais de uma hora para entrar e sair do palco, o DJ demora um minuto’’, acrescenta. (A.A.)

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