Na tentativa de sair das ruas, as travestis e transexuais enfrentam a dificuldade de um mercado de trabalho fechado. Há um projeto nacional voltado para dar cursos profissionalizantes para este público. Se for aprovado, o programa será adequado para cada região do país, de acordo com as profissões que as travestis gostariam de atuar.
Um exemplo dessa dificuldade foi enfrentada pela própria presidente do Grupo Dignidade, Rafaelly Wiest. Ela enviou o currículo sem foto para uma oportunidade de trabalho. Como havia concluído diversos cursos técnicos, estava apta para ocupar o cargo. Mas quando chegou para a entrevista o responsável não quis recebê-la. "Às vezes tentamos fazer o máximo possível para nos adequarmos aos padrões da sociedade, mas mesmo assim encontramos barreiras".
Este conflito também ocorre em espaços públicos. Rafaelly teve um acidente de trabalho e ficou afastada pelo INSS. Para receber o benefício foi até o banco, mas o caixa se recusou a dar o dinheiro pois achava não se tratar da mesma pessoa que estava na carteira de identidade. O gerente foi chamado para ela explicar que era transexual e fazia o tratamento hormonal. (D.C.)

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