Mercado abre espaço para mestres e doutores
Historicamente, no Brasil, mestres e doutores costumam seguir carreiras acadêmicas e serem absorvidos por escolas e universidades. Logo, quem tem como o objetivo se capacitar para o mercado de trabalho, acaba indo mais para as especializações. No entanto, essa segregação começa a ser dissolvida. O estudo Mestres e Doutores 2015, realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização supervisionada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, aponta que o destino de mestres e doutores não é mais apenas a vida universitária.
De acordo com a pesquisa, entre 2009 e 2014, o número de mestres e doutores empregados na iniciativa privada aumentou em 9,8% e 11,7%, respectivamente. Os dados levantados mostram que os setores que mais empregam mestres e doutores, depois de ensino e pesquisa, têm sido a indústria de transformação, como fábricas de produtos farmacêuticos e de derivados de petróleo. O setor de saúde e a administração pública também estão entre os setores que mais empregam mestres e doutores, segundo a pesquisa.
"Já vemos mestres e doutores atuando em várias empresas e até mesmo em startups. Essa mudança é muito boa, pois pode indicar que o mercado está buscando pessoas mais qualificadas em uma determinada área de conhecimento", corrobora o diretor de educação da Catho, Cristovão Loureiro. (J.G.)





