Menos sonhos, mais realidade
Triste lembrar, mas o tipo ideal, o príncipe encantado, aquele perfeito, que preencha todas as necessidades, inquietudes e sonhos das mulheres, não existe! A atração por certos estilos, estejam elencados nesta matéria ou não, tem uma explicação muito interessante.
A psicóloga Denise Hernandes Tinoco, doutora em Psicologia Clínica pela PUC de São Paulo, esclarece que a questão da mulher se apaixonar por certos tipos de homens, tem muito a ver com a experiência que ela teve na infância, geralmente com homens importantes de sua vida: pai, avô, irmão, tio.
''Pai geralmente é o homem mais importante na infância da menina. E a forma como ela viu o casamento do pai e da mãe, ou mesmo dos avós, tio e tia, marca bastante. Ela vai fazendo essas identificações, também com as mulheres da família - mãe, tia, avó - e vai construindo dentro dela um ideal de homem que pode, ou não, ser bom''.
A procura por esse ou aquele estilo é algo que acontece inconscientemente, por meio de expressões e posturas corporais. ''O que mais a gente encontra no consultório são homens e mulheres que vêm aqui falar do amor e da paixão que eles sentem, e de como eles são muitas vezes maltratados, traídos e uma série de coisas''.
''Eles não querem, mas não conseguem se livrar. Justamente porque eles não têm de resolver aquela relação, mas relações lá atrás, que deixaram marcas e que eles estão reeditando'', alerta a psicóloga.
Denise também explica que tanto mulher quanto homem têm dentro de si uma imagem idealizada do parceiro ideal, de um príncipe encantado, e acabam projetando isso nas pessoas por quem se apaixonam, e quando começam a conhecer aquela pessoa, a paixão vai se dissolvendo, porque o príncipe ''vira sapo''. ''Em outro momento vira homem mesmo (humano), que é a pessoa com defeitos e qualidades, que todos nós somos. Aí a coisa da paixão se transforma em amor''.
''Todo ser humano tem uma idealização dentro de si, de um homem, uma mulher, mas o ser humano nunca vai se tornar um ser idealizado. Por isso, um amor maduro é um amor que sabe conviver com a falta. Isto é, ninguém vai completar o outro totalmente'', destaca.(E.S.)





