Menos é mais também no ambiente doméstico
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quarta-feira, 26 de março de 2014
Diego Prazeres<br>Reportagem Local 
Os princípios da sustentabilidade no setor imobiliário estão deixando os limites dos canteiros de obras e vão os poucos batendo às portas dos lares brasileiros. Ainda que timidamente, os consumidores estão se conscientizando de que o conceito que concilia crescimento econômico, preservação do meio ambiente e melhoria das condições sociais também pode e deve ser adotado dentro de casa.
O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) lançou uma espécie de manual de condutas de sustentabilidade no setor imobiliário residencial, que mostra, entre outras coisas, como vimos consumindo cada vez mais água e luz no ambiente doméstico. Segundo o estudo, os lares absorvem 10,8% do total de energia consumido no País, gerando uma demanda de 22,3% da produção nacional de eletricidade. O sistema de abastecimento de água atinge quase 95% das residências.
A questão é saber utilizar esses recursos de forma consciente dos pontos de vista ambiental e econômico. Na avaliação da arquiteta Kátia Regina Garcia Punhagui, mestre em Arquitetura, Engenharia e Meio Ambiente pela Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona, na Espanha, a população está mais atenta quanto à importância de inserir os princípios da sustentabilidade em casa.
"O conceito de sustentabilidade é mantermos o nosso padrão de vida consumindo recursos de uma maneira que a gente não deixe as próximas gerações necessitadas desses recursos", pontua. "Hoje em dia já se fala bastante de sustentabilidade. As pessoas podem não saber o que é exatamente, mas já ouviram falar e de certa forma começam a se interessar", observa a arquiteta, que também é professora no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Ela lembra que o principal agente promotor da sustentabilidade no ambiente doméstico é o próprio morador. Sem atitudes conscientes, intervenções pontuais feitas para otimizar o consumo podem ir por água abaixo. "Nesse aspecto, o usuário é mais importante do que a própria tecnologia aplicada. Se a pessoa instala uma descarga com capacidade para até seis litros, mas aciona a válvula umas três vezes, de nada adianta. Ou colocar uma lâmpada fluorescente num ambiente, mas mantê-la acesa direto. Boa parte de ter uma edificação sustentável está na responsabilidade do usuário e de como ele utiliza sua casa", ressalta.
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