Meninas tentam imitar as mães cada vez mais cedo
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sábado, 30 de outubro de 2004
Jacira Werle<br>Reportagem Local 
A vaidade começa cedo. Ressaltar a cor dos olhos com sombra ou tomar cuidado com a combinação das roupas não é privilégio apenas das mulheres, as meninas estão se produzindo cada vez mais cedo. Motivadas pelas estrelas das passarelas, música, personagens da televisão e até familiares elas batem o pé e querem cuidar da própria aparência e exercer o direito à vaidade. Porém, os pais não devem ceder a todos os pedidos das pequenas, orientam especialistas.
Com apenas cinco anos, Lauren Raphaely de Oliveira Branco e Silva, conta que gosta muito de fazer escova no cabelo. Com madeixas crespinhas ela acredita que o cabelo fica mais bonito quando está liso. ''Ela se espelha em mim para se arrumar. Eu também segui o exemplo da minha mãe quando era pequena'', afirma a mãe de Lauren, Viviane Branco e Silva.
Segundo Viviane, a filha gosta de escolher as roupas que vai usar e dá palpite na hora das compras. ''Deixo que ela ajude a escolher, acho importante respeitar a opinião da criança'', ressalta. Todavia, Viviane diz impor limites aos 'quereres' da filha, além de conversar muito com a menina. ''Uma vez ela pediu uma sandália de salto e eu não dei'', lembra. A pequena Lauren contrapõe dizendo que não acha bonito usar tênis.
Negociação e bom senso fazem parte da receita para garantir um relacionamento saudável entre pais e filhas na hora de comprar roupas e acessórios, acredita a psicopedagoga Lélis Marino Duarte. Segundo ela, os pais precisam avaliar se o que os filhos pedem realmente é necessário e quais seriam as consequências de atender ou não a reivindicação da criança.
Segundo Lélis, Sandy, Britney Spears e a modelo Gisele Bundchen estão entre as personalidades mais imitadas. Enquanto fica dentro de casa, a menina passa a explorar maquiagem e brinca de ser gente grande, acrescenta. A própria televisão que ajudaria a fornecer ídolos novos traz a idéia de descartabilidade, avalia.
A recomendação da psicopedagogoa é de muita conversa entre pais e filhas. ''Nem tudo você precisa proibir, nem tudo deve dar. Não precisa trocar de celular três vezes por ano, mas também fazer uma mecha no cabelo provavelmente não vai ter problema'', exemplifica.


