Comigo costuma funcionar, quando estou preocupada tentando organizar mentalmente como vou dar conta do que tenho que fazer no dia seguinte nada melhor do que papel e caneta para resolver o problema. Não uso agenda mas os bloquinhos são indispensáveis. Anotar o que eu preciso lembrar nas próximas horas ou no dia seguinte tem quase um efeito terapêutico.
A preferência pelas listinhas avulsas tem sua razão de ser. Em vez anotar em uma pesada agenda coisas que acabo não fazendo e ficar carregando o peso dessa massa de compromissos pendentes, prefiro cumprir uma lista breve só para ter o prazer de jogá-la fora. Deve haver algum mecanismo natural, explicado pela psicologia ou pela neurociência, que envia ao meu cérebro um estímulo de recompensa capaz de me proporcionar a agradável sensação de alívio pela missão cumprida.
É claro que a estratégia tem suas falhas. Às vezes um certo item da lista insiste em permanecer ali sem ser rabiscado pela caneta como costuma acontecer com os demais. E aí, a lista vai para o lixo assim mesmo. Afinal, tem coisas que acabam perdendo a urgência ou simplesmente deixam de ser necessárias. Exagerando um pouco, jogar fora a lista é quase um ritual de purificação. Sinto-me mais leve.
Por enquanto, a listinha desta semana está indo bem. Considerando que ainda tenho uns dias até o sábado, acho que tudo vai dar certo. Se não der, sempre pode-se fazer uma nova lista para a semana que vem.

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