José Aparecido de Souza doou uma telha fabricada na Cerâmica Weiss. Edison Navolar e Nory Gustavo Suckow entregaram tijolos feitos na fábrica. Já Idalécio Batista Gomes levou moedas que circulavam apenas no município de Pinhais. Com objetos como estes nasceu o ''Espaço Memória'', dedicado a preservar a memória e história de Pinhais.
Localizado dentro do Centro Cultural Wanda dos Santos Mallmann, o espaço ainda é tímido e com poucas peças, mas promete virar um centro de estudo para jovens dos colégios da região.
Em novembro será realizada campanha entre a população do município para arrecadar fotos, documentos, livros, móveis, quadros e adornos para aumentar o acervo.
''Resgatar a memória de um povo é buscar a sua identidade''. É com esta frase que o visitante começa a visita pelo ''Espaço Memória''. A prefeitura tem vontade de montar um museu sobre Pinhais. Para isso seria necessário um espaço maior, o que não existe no momento. Por isso, o primeiro espaço que mostra um pouco sobre a história do município funciona no Centro Cultural e está aberto para visitação desde o início de outubro.
Há 16 anos Pinhais deixou de ser distrito de Piraquara para se tornar município. Desde lá os moradores procuram formas de valorizar a cidade. Como é o 12º município com maior arrecadação no Estado, os projetos ganharam maior destaque.
A coordenação municipal de cultura e esporte cria oficinas em diversos espaços da cidade para incentivar a fabricação de artesanato. Isso ajuda a gerar renda para as famílias carentes.
Acervo
®MDBO¯®MDNM¯ No início da visita no ''Espaço Memória'' é possível apreciar uma coleção de moedas exclusivas de Pinhais, fabricadas pela Cerâmica Weiss, importante fábrica que começou a colonização na região (leia texto nesta página).
As moedas só valiam no município. Caso o trabalhador quisesse fazer compras em Curitiba, a fábrica trocava o dinheiro. As moedas expostas foram encontradas quando um morador da região escavou o quintal onde mora.
Tijolos construídos em 1957 na própria Cerâmica Weiss também integram o acervo. Imagens do antigo Parque Castelo Branco, hoje chamado de Parque Newton F. Maia, da Casa Bimba, de um antigo morador, da primeira banda municipal, que existiu na década de 1930, também estão expostas.
Mas não são apenas objetos antigos que fazem parte do espaço. Também existe no local a maquete de um museu que será construído em Pinhais. O projeto foi autorizado em 2005, mas ainda não existe previsão do início das obras.
Segundo a diretora de desenvolvimento cultural do município, Katia Regina Lainetti, em novembro serão realizadas entrevistas com diversos moradores para traçar um perfil da cidade e também angariar novos objetos e imagens para o ''Espaço Memória''.
Um dos entrevistados será um morador de 103 anos que poderá enriquecer o conteúdo da pesquisa. O objetivo é fazer um livro de depoimentos sobre a história de Pinhais.
A historiadora que trabalha no Centro Cultural, Maria Aparecida Machado dos Santos, diz que em breve será realizada uma exposição itinerante com fotos de tudo que está disponível no espaço, para levar a história do município para quem não tem a oportunidade de visitar o centro.

Serviço:
Espaço Memória
Endereço: Rua 22 de abril, 205
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas
Entrada gratuita

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