Meio ambiente agora é assunto sério
Na administração do prefeito, engenheiro Fernando Scanavaca, o município de Umuarama abandonou o discurso político e partiu para ações mais concretas, criando mecanismos mais eficientes de preservação e atacando problemas graves como a poluição do manancial de abastecimento da cidade, o Rio Piava. No geral, a Prefeitura criou uma política especial de proteção ambiental.
Para isso, foram criados o Conselho e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, para a qual será nomeado o ecologista Rui Martins Lisboa. Depois, em 19 de abril, foi estabelecida a Área de Preservação Ambiental (APA) da bacia do Rio Piava, a primeira do município. Não teríamos tanto problemas de erosão se os governos anteriores tivessem se preocupado mais com o meio ambiente, mas agora não adianta lamentar. Temos de procurar soluções para recuperar as áreas degradadas e preservar o que restou, diz Scanavaca.
Nessa linha, o município volta os olhos com muita disposição para a preservação. Uma das idéias é criar pequenos parques de lazer em áreas de apelo ecológico e turístico. Pequenas matas com cachoeiras e corredeiras próximas à cidade agora estão vistas como pequenas jóias da natureza. Lisboa catalogou cerca de 15 cachoeiras. Algumas delas vão virar parques ecológicos.
Para cortar uma árvore, a Prefeitura ou qualquer morador precisa repor pelo menos três. A secretaria também começou a manter contato com donos de reservas para transformá-las em patrimônio. Assumindo compromisso de preservar as matas, o município pode receber mais ICMS Ecológico. Mais do que receber esse retorno ou entrar na onda do ecoturismo, Umuarama precisa preservar o meio ambiente para resgatar e garantir qualidade de vida para seus habitantes.
Este mês, o município começou também a construção do depósito de embalagens de agrotóxicos, que vai garantir o cumprimento da legislação municipal recém-criada para controlar a descarga de recipientes usados para armazenar venenos agrícolas, evitando mais danos ao rio através da conscientização e da prática no cotidiano dos produtores.
O município vive ainda a expectativa de liberação de verbas do governo para implantação de galerias de águas pluviais no Parque das Jaboticabeiras, obra fundamental para combater o assoreamento do Rio Piava.
EsforçoA construção de duas represas de contenção de água vai ajudar a reduzir o processo de assoreamento e degradação do Rio Piava. As obras servirão para reduzir a velocidade com que a enxurrada desce em direção ao manancial. No Dia do Desafio, em 27 de maio, cerca de 3 mil crianças plantaram 6 mil mudas na área da APA do Piava, para celebrar a luta da comunidade em defesa do seu mais importante rio - de onde a cidade se abastece.
O assoreamento do Piava já chegou a provocar interrupções no abastecimento de água por causa do alto índice de chuva este ano. Mas, para ampliar a contenção do processo erosivo, a Prefeitura trabalha para pôr em prática um conjunto de obras que não se resume à construção de represas. Daí a necessidade de tocar imediatamente obras estruturais de construção de uma rede de galerias de águas no Parque das Jaboticabeiras e Sete Alqueires, além de curvas de nível em todas as propriedades rurais vizinhas à nascente.
A implantação da rede de galerias é de responsabilidade do governo estadual, através da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa). Os recursos do Governo Federal, obtidos pelo prefeito Fernando Scanavaca, já foram garantidos.





