Medicineiros lotam cursinhos integrais
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segunda-feira, 03 de setembro de 2012
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Basta pesquisar a relação candidato por vaga das principais universidades do País para constatar que o curso de Medicina lidera brutalmente o ranking da concorrência todos os anos. Em muitas instituições, o número chega à casa dos três dígitos. Este número, porém, não tem sido motivo para que milhares de jovens desistam de conquistar uma vaga. E, para isso, os medicineiros, como são chamados, não medem esforços para alcançar o objetivo.
A razão pela grande procura envolve diversos fatores, entre eles, o status da profissão, a remuneração acima da média, reforçado pelo sonho altruísta. E estes atrativos, mais do que nunca, fortalecem o ramo voltado ao preparo do vestibular e à formação de novos médicos. Aqueles que podem ou estão dispostos a pagar o dobro das mensalidades dos cursinhos convencionais têm a opção dos cursos preparatórios em período integral.
Segundo o coordenador pedagógico da escola MedMagno, Geraldo Luiz de Souza, criada há quase três anos, a principal diferença entre os cursinhos tradicionais é a maior carga horária das disciplinas. Isto nos permite trabalhar o conteúdo de maneira mais tranquila e detalhada, além da resolução de exercícios. E este trabalho acontece com todas as matérias da grade, explica ele, acrescentando que, apesar da maioria dos alunos ser candidata à Medicina, qualquer um que queira um aprofundamento maior nos estudos pode
fazer.
Ao todo, conforme ele, são nove aulas distribuídas nos períodos da manhã e da tarde, sendo que um turno das sextas-feiras é destinado à realização de simulados, tira-dúvidas e aulas interdisciplinares. Nestas aulas, são vários professores de matérias distintas tratando um só tema na mesma aula. Ou seja, analisar a mesma temática, por exemplo, as Olimpíadas, sob a ótica da Física, Química, Sociologia e Geografia. O curso também oferece acompanhamento psicológico em grupo para que os alunos compartilhem questões emocionais inerentes ao período.
Com trabalho bem semelhante está o PreMed, cujas aulas também acontecem durante todo o dia. Para passar em determinados
cursos do vestibular é necessário estudar muito e mais um pouco, pois a concorrência é enorme e é preciso alta pontuação. Com maior carga horária e turma reduzida, é possível realizarmos um atendimento mais individualizado e profundo do conteúdo, resume Jamil Hatti, diretor da escola. Conforme ele, o cursinho tem uma única sala com, no máximo, 50 alunos e está em seu terceiro ano de funcionamento.
De acordo com o diretor, a ideia surgiu de sua própria experiência no ensino e demanda dos alunos. Percebemos que os alunos, além do cursinho regular, faziam várias aulas particulares de reforço no contraturno. Criamos então, um formato de curso para quem precisa mais que o convencional para conseguir uma vaga, geralmente, os candidatos de Medicina. Mas temos alunos que vão fazer Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), por exemplo.


