Medicina: tradição que se moderniza
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sábado, 10 de dezembro de 2011
Carolina Avansini <br> <br> Reportagem Local 
A tradição de Londrina como importante centro de tecnologia e prestação de serviços na área de Medicina se confirma pela experiência de um médico londrinense que se tornou portador de boas novas para os pacientes diagnosticados com aneurisma cerebral. Utilizando técnicas de neurocirurgia endovascular, o neurocirurgião Luiz Henrique Garcia Lopes, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), trata a doença sem necessidade de fazer cirurgia com cortes na cabeça da pessoa vitimada pelo problema.
Lopes foi o responsável pela primeira neurocirurgia endovascular de aneurisma com stent no Paraná, realizada no Hospital do Coração em Londrina. A paciente foi uma mulher atingida por um tiro. ''A técnica é adequada para casos impossíveis de resolver com cirurgia aberta'', explica, lembrando que, há dois anos, não havia tratamento satisfatório para esses quadros. A jovem sobreviveu ao aneurisma causado pela agressão sem sequelas neurológicas.
Ele explica que na maioria dos tratamentos endovasculares, os aneurismas são oclusos por micromolas introduzidas por cateter na ''bolha'' formada na artéria. Aneurismas grandes e de base mais larga, entretanto, têm sido pioneiramente tratados com a introdução de um stent intracraniano.
As vantagens do tratamento endovascular são o menor risco da cirurgia - que dura no máximo duas horas e possibilita alta em dois dias -, a recuperação tranquila no pós-operatório e até mesmo a preservação da aparência dos pacientes, visto que o procedimento não deixa cicatrizes.
Outro benefício dos procedimentos por cateter é que o possível tratamento ser feito durante o diagnóstico, também realizado via endovascular. ''As pessoas normalmente percebem os sintomas depois do primeiro sangramento. O tratamento consiste na prevenção de um segundo rompimento. Se há demora para realizar a cirurgia, o risco de morte é maior'', esclarece.
De acordo com o médico, 10% a 15% das pessoas que têm um aneurisma rompido morrem na hora. Para o restante das vítimas, a esperança é o tratamento rápido para prevenir um novo sangramento.
A neurocirurgia endovascular também tem sido eficiente no tratamento de AVCs isquêmicos, decorrentes do entupimento de artérias do cérebro. Por meio da técnica, é possível desobstruir o canal antes da falta de sangue em circulação ''matar'' a parte afetada.


