Há exatamente 15 anos, em 23 de dezembro de 1992, a Maternidade Municipal Lucilla Ballalai abria as suas portas. Hoje, já uma adolescente, a maternidade, que realiza mais de 300 partos por ano, tornou-se o local de nascimento de milhares de londrinenses. Noventa por cento dos partos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade são realizados lá.
Na última semana, a reportagem da FOLHA foi para dentro da instituição acompanhar o nascimento de Mateus e aproveitou para conhecer como é o trabalho de um local que tem a missão de ''abrir as portas para a vida.''
Felizes pelo aniversário e por conseguirem oferecer um serviço que virou referência, Evaldir Bordin Filho, diretor clínico, e Cilena Maria dos Santos, coordenadora de enfermagem, foram os anfitriões que explicaram as inovações da maternidade que culminam em um parto cada vez mais humanizado. Vantagem para as mamães.
''Oferecemos às gestantes a opção de um familiar acompanhar o parto. Ela também pode escolher a posição em que será realizado o procedimento. Todas as crianças ficam com as mães no quarto, fazemos o teste do pezinho e orelhinha e oferecemos todas as orientações de higiene dentária. Além disso, todos os dias realizamos reuniões educativas com as mães e também temos outra reunião só para os papais. Tudo é feito para que a família saia muito bem orientada'', explicou Cilene.
Comunicativo e bem-humorado, o diretor clínico da maternidade vai além do trabalho burocrático, ele também ''põe a mão na massa'' e realiza partos. Foi ele o responsável pelo nascimento do personagem da reportagem da FOLHA sobre ''o milagre da vida.'' Convidado a sintetizar a sua missão e, consequentemente, da instituição em que trabalha, o médico, com o bebê no colo, responde de maneira emocionada. ''Não há felicidade maior do que ajudar alguém a nascer, do que dar a vida. Não existe nada mais gratificante do que ver a alegria de um casal como este'', ressaltou, referindo-se a Gislaine e Diego.(W.S.)

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