Com uma linha de pesquisa voltada aos problemas aplicados, o trabalho do LabSAN ganhou mais visibilidade na comunidade externa
Com uma linha de pesquisa voltada aos problemas aplicados, o trabalho do LabSAN ganhou mais visibilidade na comunidade externa | Foto: Roberto Custódio



O ano de 2017 foi de muitas conquistas para os pesquisadores do LabSAN (Laboratório de Simulação e Análise Numérica). O professor do Departamento de Matemática da UEL, Paulo Natti, diz que os resultados das pesquisas realizadas no período ficaram mais evidentes para a comunidade externa após uma mudança de foco nos trabalhos, quando os pesquisadores passaram a dar preferência aos problemas aplicados. No ano passado, por exemplo, a Aintec (Agência de Inovação Tecnológica da UEL) intermediou o contato entre os pesquisadores do LabSAN e um escritório de contabilidade para o desenvolvimento de um software capaz de precificar trabalhos advocatícios.

"Levamos um ano inteiro para catalogar as especificidades de todo tipo de processo para criar o software, que será comercializado neste ano para escritórios de advogados", conta Natti. Segundo ele, o SiPreJur (Sistema Precificador Jurídico) foi patenteado pelo laboratório recentemente. Outra patente, obtida em agosto de 2017, foi do aplicativo BorderMap, criado para calcular áreas com alta precisão. Para exemplificar a aplicabilidade da ferramenta, o professor usa a compra de um terreno, sítio ou fazenda. "A geometria geralmente não é retangular. Mas, com fotos do Google Earth e cálculos matemáticos, o software consegue medir a área exata da propriedade", aponta.

O aplicativo foi utilizado para medir as concentrações de poluentes no Lago Igapó II. Natti explica que a professora Neyva Romeiro, também do LabSAN, por meio de equações da mecânica de fluídos e das imagens do lago, determinou os locais que mais sofrem com o volume de poluição e assoreamento.

Em novembro passado, um trabalho desenvolvido em cooperação entre o LabSAN e a Universidade de Leicester, na Inglaterra, foi destaque em uma publicação internacional, a Scientific Reports (Nature publishers). Com um modelo matemático inovador, os pesquisadores descreveram como ocorre a propagação de animais na natureza. O estudo pode ajudar no controle de epidemias e proteção de espécies ameaçadas de extinção. "Nos primeiros 15 dias, o trabalho ficou entre os cinco artigos mais lidos da editora Nature publishers no mundo", comemora. (A.S.)

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