Marcelo teria maioria na Câmara; Kireeff, base vazia
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domingo, 07 de outubro de 2012
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
A eleição de Marcelo Belinati (PP) ou de Alexandre Kireeff (PSD) no segundo turno criaria situações absolutamente opostas na Câmara de Londrina. O primeiro teria a seu lado o apoio de 12 vereadores da coligação de 14 partidos que levou o pepista para o segundo turno. Já o partido de Kireeff, que não está coligado, não elegeu representantes no Legislativo.
No primeiro caso, avalia Clodomiro Bannwart, professor de Filosofia da UEL, há excesso de coesão política, o que poderá resultar no loteamento de cargos e o rolo compressor, permitindo a aprovação de todas as propostas do Executivo e ocasionando uma fiscalização deficitária. Elve Cenci, que também é professor da UEL, lembra que como essa maioria de Marcelo é artificial, vai faltar espaço para todos os coligados. Haverá um problema de espaço e a base poderá ficar dividida, criando um gravíssimo problema de governabilidade.
Sem ninguém de seu partido na Câmara, Kireeff também enfrentaria problemas de governabilidade. Ele vai ter que rearranjar o cenário político e criar uma espécie de governabilidade, talvez dando cargos aos vereadores, aponta Bannwart. Se optar por um secretariado técnico, vai ganhar em administrativamente, mas terá prejuízo político. Elve Cenci acredita que será possível obter apoios de partidos que venham a apoiar o candidato do PSD no segundo turno.
Renovação
A reeleição de apenas sete vereadores eleitos em 2008 também chama a atenção na nova Câmara. Para Cenci, é reflexo da demora do Legislativo agir após as denúncias de sérias irregularidades na administração de Barbosa Neto (PDT), que começaram em maio de 2011, com o escândalo na saúde. Primeiro o Ministério Público investigou e então é que a Câmara começou a agir, mas abrir uma Comissão Processante, disse o professor. Para ele, esta legislatura entrará para a história como fraca. Mesmo tendo cassado um prefeito, as providências demoraram a ser tomadas, o que pode parecer oportunismo político.


