Marcelo Belinati diz que segue 'sem intrigas'
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segunda-feira, 08 de outubro de 2012
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
Apesar do clima de ''bateu na trave'', conforme comentavam alguns correligionários na entrada do comitê eleitoral, Marcelo Belinati (PP), que sempre liderou as pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de Londrina, preferiu comemorar ''o carinho'' que recebeu dos eleitores e mostrou motivação para a disputa contra o novato Alexandre Kireeff (PSD) no segundo turno. ''As pesquisas mostravam uma possibilidade de haver um fechamento da eleição já no primeiro turno, mas as pesquisas mostram a situação do momento. O que eu quero é agradecer a votação esmagadora que nós tivemos hoje.''
Ainda com o resultado parcial das urnas, Marcelo deixou a sua residência, na Zona Sul de Londrina, e seguiu para a sede da coligação, onde concedeu as primeiras entrevistas à imprensa enquanto o número de militantes ia aumentando no local. Vereador com dois mandatos e pela primeira vez concorrendo ao Executivo, Marcelo reforçou o discurso de que a campanha segue ''da mesma forma, sempre propositiva, sem intrigas, levando as nossas propostas''.
Marcelo considerou que o eleitor londrinense ''optou por mudança'' ao deixar de fora candidatos com maior experiência no Executivo, como os ex-prefeitos Luiz Eduardo Cheida (PMDB) e Barbosa Neto (PDT). Sobre as conversas com os partidos para novas alianças, ele disse que ainda não tinha como avaliar. A coligação encabeçada pelo pepista reúne outros 13 partidos e chegou aos 12 minutos de propaganda no rádio e na TV. No segundo turno, cada candidato terá dez minutos, independente da coligação.
Ao ser questionado se cogita a presença do tio e padrinho político, o ex-prefeito Antonio Belinati, nos programas eleitorais na campanha, ao contrário do que ocorreu até agora, Marcelo se mostrou incomodado. ''Novamente esta questão. Vamos avaliar todas as ex-administrações, Wilson Moreira, o Cheida, o Belinati, o Barbosa Neto, e aproveitar as boas experiências destas administrações'', desconversou. Diante da insistência da imprensa, Marcelo retrucou. ''O Belinati é meu tio sim, e eu não nego minha família, mas temos as nossas diferenças.'' Ele lembrou que na época da cassação de Belinati fazia o curso de medicina na UEL. Mais cedo, em rápido discurso para os apoiadores na frente do comitê, disse: ''Eu tenho a minha vida limpa'', arrancando aplausos.
Comedido, o candidato a vice, Junker Grassiotto (PSDB), fez uma avaliação positiva da presença do ex-prefeito na campanha. ''O Antonio teve uma participação importante no processo, mas eu não tenho condições de dizer agora como será a participação dele daqui para frente.'' Junker negou que a estratégia para o segundo turno seja ''colar'' em Kireeff a imagem de candidato da ''elite'', na contramão de questões com apelo mais popular. ''Creio que não é bem assim, os dois têm o mesmo nível de formação e conseguiram votos em todas as regiões.''
Sobre a derrota, em Curitiba, de Luciano Ducci (PSB), apoiado pelo governador Beto Richa (PSDB), Marcelo foi diplomático. ''Sei que minha responsabilidade é muito grande, mas não tenho como fazer essa análise política agora'', disse ele, evitando dizer se seria agora a principal aposta do governador.


