O surgimento de novas expressões e manifestações culturais é prova da influência das máquinas no cotidiano humano. Um exemplo é o aparecimento do termo ''geek'', usado para classificar pessoas aficcionadas por tudo que funciona ao apertar de um botão. Definindo melhor: ''Esta é uma palavra associada a subculturas ligadas aos computadores e à Internet'', explicam os autores da Wikipédia, enciclopédia virtual mais acessada da Internet.
Em geral, essas pessoas são inteligentes, apaixonadas por jogos de estratégia ou de lógica, têm gosto por computadores acima do comum, e não só os apreciam, como sabem programá-los. Eles também usam sistemas operacionais livres, como o Linux (o tradicional é o Windows).
O estudante Gabriel Galdino pode ser considerado um geek. Desde os seis anos conta que convive com computadores e aparelhos eletrônicos. ''No começo eu ganhava o que meu pai já não usava mais, mas agora eu mesmo tenho meus equipamentos'', afirma com a autoridade de seus treze anos de idade.
Nesse mundo virtual, experiência de vida não parece ser essencial. ''Aprendi a tocar guitarra pela Internet. Também aprendi a montar equipamentos. Inclusive, por esses dias, quando fui comprar um composto interno para um que eu estava montando, dei nome e número para o vendedor e ele me perguntou se eu queria um CD regravável. Aí eu fiquei bravo. Se ele não sabe, por que trabalha numa loja que vende equipamentos de tecnologia?'', questionou o menino, sem nenhuma paciência.
O professor Dorival equilibra: ''A tecnologia está aí, todos temos de aprender a usar. Só não precisa haver abuso. É preciso ponderar e lembrar que nem todos gostam de computadores e que existe vida além deles''. (G.B.)

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