Mãos à obra!
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quarta-feira, 29 de abril de 2015
Reportagem Local 
Um canteiro de obra modular e reaproveitável, com o objetivo de proporcionar conforto aos colaboradores e um menor impacto ao meio ambiente, tanto na instalação quanto na demolição do mesmo. Esta é a novidade da Artenge, desenvolvida pelo engenheiro civil, Murillo Braghin, do departamento de novas tecnologias, juntamente com engenheiros da construtora.
Segundo o diretor técnico, Ozires Tolói, o projeto é inédito e a ideia começou a ser desenvolvida em março de 2013. Em agosto do mesmo ano, um protótipo foi construído em uma das obras da construtora no município de Rolândia. Depois de algumas adequações, o projeto evoluiu e os resultados foram positivos. Até a instalação do novo projeto, a cada obra iniciada levantava-se a estrutura de atendimento interno em alvenaria ou madeira.
Em julho de 2014, um novo protótipo foi montado no pátio da construtora em Londrina, para atender como piloto o empreendimento Artè Palhano. Depois foi montado em Telêmaco Borba e em Presidente Prudente (SP). Hoje, boa parte das obras da Artenge utiliza o canteiro modular, que está em sintonia com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da construtora.
O canteiro é de fácil montagem e segundo Braghin, é feito para atender às necessidades específicas de cada obra, com aproveitamento de espaços, utilização dos recursos naturais para a iluminação e ventilação, entre outros, detalhes e cuidados, que refletem em benefícios na qualidade do trabalho e em economia no dia a dia.
Ao término da obra, o canteiro é desmontado e levado para uma outra, evitando demolições, perdas de materiais e a geração de mais entulhos. Segundo os engenheiros da Artenge, a previsão é de que o canteiro modular possa ser reaproveitado em pelo menos três obras.
Os espaços não são de alvenaria ou madeira comum, que precisam ser demolidos ou derrubados. São como contêineres, produtos racionalizados, feitos em estrutura de materiais recicláveis madeira plástica - e se transformam em escritórios, refeitórios, alojamentos, vestiários, banheiros e almoxarifados, por meio da flexibilidade de layouts, gerada pela modulação.
O conforto é priorizado com aproveitamento da iluminação natural, entrada de ar e isolamento térmico, além de possuir capacidade para atender a todos os trabalhadores da obra e seguir todas as normas vigentes. A sustentabilidade é o pilar central de toda esta evolução dos canteiros e segundo o engenheiro, mesmo em fase inicial, tem gerado bons resultados. "Houve melhorias visíveis no conforto da equipe e no processo ambiental, com estas instalações", reforça Murillo Braghin.



