Mão de obra e qualidade: uma só linguagem
O investimento em mão de obra tem garantido produtos cada vez melhores ao polo moveleiro de Arapongas. "Tivemos um salto no padrão qualitativo. Hoje atendemos a classe C com móveis de alta qualidade. Isso é resultado do investimento do empresariado, que melhorou tanto o pessoal quanto os equipamentos. Os alunos dos cursos técnicos passaram a compor os departamentos técnicos das empresas, trazendo mais qualidade", atesta Nilson Carlos Stefani Violato, gerente da unidade Senai em Arapongas e Rolândia.
Segundo ele, de 2006 até 2014, o Instituto Senai de Tecnologia em Madeira e Mobiliários de Arapongas formou 14 mil pessoas, o que é equivalente a toda a população de empregados nas indústrias moveleiras do município. Atualmente, entre alunos presenciais e a distância, 7,5 mil pessoas estão em busca de qualificação profissional.
Hoje será inaugurada a ampliação do Instituto, que ganha mais 1.300 metros quadrados de área para educação profissional e serviços tecnológicos e de inovação para as indústrias. "Poderão ser feitos testes laboratoriais, consultorias e atendimento personalizado para as empresas", explica Violato.
Ele explica que o incremento da mão de obra vai além de produzir móveis com mais qualidade. Com o aumento dos escritórios de design na indústria, os empresários estão mais exigentes, querendo novos produtos e novos materiais. "As empresas entendem como design os serviços que o móvel traz e não somente a beleza. Não basta abrir a porta, tem de ter um dispositivo que feche a porta sozinho, por exemplo, ou uma prateleira que se transforma em um porta-copos", exemplifica.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Nelson Poliseli, concorda com as melhorias ocorridas na qualidade dos móveis produzidos, mas que esse avanço poderia ser ainda maior. "O Sima tem apoiado o Senai, mas ainda sobram vagas nesses cursos. A comunidade precisa se envolver mais", afirma.





