Maísa quer ganhar a vida cantando
Maísa Matos, 21 anos, têm apenas 76 centímetros. Em 1998, durante uma apresentação do pagodeiro Vavá, ela fez uma participação especial e desde então pegou gosto pela música. A turma começou a gritar Maísa, Maísa, e eu gostei, lembra. Mas somente no ano passado é que ela passou a se dedicar com mais afinco para atingir seu objetivo. Faço aula de canto, de radialista e de informática, afirma.
Uma matriz com 10 músicas já foi gravada e está aguardando patrocínio. Canto country, sertanejo e música infantil, enumera a pequena cantora. Durante a Exposição Agropecuária deste ano, Maísa conheceu Zezé di Camargo e aproveitou o momento para pedir apoio. Do encontro, ela guarda várias recordações. O Zezé olhou para mim e falou: você é pequenininha mesmo!, conta alegre. Nesse mesmo evento, Maísa cantou antes do show do KLB para cerca de 20 mil pessoas e confessa: Na hora deu um frio na barriga.
Maísa estudou até o 3º ano do ensino médio e depois decidiu que queria seguir a carreira artística. Seu pai, Sandro Pires, faz animação de festas infantis como palhaço e conta que levava Maísa com ele. Ela chama a atenção do público, justifica. Maísa lembra que, no início, ia mais por curiosidade, mas que com o tempo se apaixonou pela atividade. Ela já participou de diversos eventos e também atuou em lojas, sempre para chamar a atenção, como sempre enfatiza.
Mas o pai se mostra receoso quanto ao seu futuro. Ela não pode sair sozinha, sempre tem que ter alguém do lado dela, diz. Sandro aponta ainda que a grande preocupação é arrumar um campo profissional para ela. Amanhã eu posso não estar aqui, justifica. Por isso, tudo na casa tem tamanho normal. Ela precisa se acostumar com o mundo como ele é, pondera Sandro.
A superproteção já deixou Maísa contrariada. Uma vez fiquei meio brava porque eu queria sair sozinha com uns amigos que vieram me buscar de moto, e ele (o pai) não deixou, lembra. E ela revela ainda que sempre foi terrível. Uma vez eu estava cansada de ouvir o professor falar e fiz uma câmera com papel e ficava mirando nele. Ele pedia para eu parar, mas eu continuava filmando. Daí ele me pegou com carteira e tudo e levou para fora, conta.





