Encerro o meu segundo dia de dieta com um sanduíche natural, com direito a saladinha, iogurte e até bolachinha de gergelim. Também termino o dia com menos de 400 pontos registrados na dieta abandonada há dois meses, quando comecei a minha maratona de engorda de final de ano, que me rendeu mais um quilinho extra (agora preciso lutar contra dois quilos intrusos além dos outros quatro recomendados pelo médico, estes últimos, confesso, acho que serão muito difíceis de perder).
Também sinto que estou travada, reflexo da minha volta à aula de dança - em que me movimentei durante uma hora sem parar - depois de um mês sem nem passar na frente da academia. Sinto dor no braço, nas costas e quando levanto a mão parece que a minha batata-da-perna repuxa.
Continuo sendo carinhosamente chamada de ''gorda, baleia, saco de areia'' pelo meu irmãozinho e as ''boinhas'' voltaram levemente a aparecer. Mas estou com todo o pique, afinal, ano novo, vida nova! E nada melhor do que voltar com tudo na primeira semana do ano. E assim estou eu atarefada com a contagem dos pontos, a academia e a drenagem linfática.
Não posso negar que sinto uma pontinha de vontade de comer um sanduíche. A tentação é reforçada porque moro em frente a duas grandes redes de lanchonetes e com várias barraquinhas de cachorro-quente por perto, uma inclusive na frente da academia. Mas a vontade passa logo, é só comer uma frutinha ou tomar um iogurte quando a fome bate. E pelo menos a barraquinha de cachorro-quente ainda está fechada quando eu saio da academia.

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