Ter um rostinho bonito e um corpo perfeito nem sempre são o suficiente. Para conseguir um passaporte carimbado para o Japão, o mercado que mais importa modelos atualmente, e um bom contrato de trabalho na terra do sol nascente e dos sushis, é preciso ainda um pouco mais.
‘‘Eu utilizo 100% de feeling na hora de selecionar quem vai’’, explica o chinês Ming Liao Tao, 30 anos. Com a experiência adquirida em sete anos viajando pelo mundo e selecionando modelos para trabalhar no mercado internacional, Tao visitou a Ford de Curitiba na semana passada, de onde espera retirar novas pérolas para lançar no mercado mundial.
Ele já lançou nomes como o da brasileira Ana Lara Rezende, que atualmente trabalha em Paris, o de Ana Cláudia Michels, que desfila a Chanel Tour no Japão, e o da chilena Carolina Parsons, capa da última edição da revista Elle francesa, entre outros que já apareceram em capas de revista.
‘‘Os japoneses adoram trabalhar com as mulheres brasileiras. Elas têm uma beleza misturada que atrai muito, além de serem obedientes, profissionais e ótimas de se lidar’’, conta.
Mas se as meninas encantam, os homens nem tanto. ‘‘Os brasileiros ainda tem um estilo muito latino e machão, que não funciona mais’’, diz ele. ‘‘O mercado prefere os argentinos, por exemplo, mais sensuais e ambíguos’’.
Em sua passagem pelo Brasil, Tao explicou que irá visitar muitas cidades pequenas, de interior, onde nem existem agências. ‘‘O Brasil é muito rico em belezas femininas e eu sei que há muitas delas escondidas no interior, muitos potenciais desperdiçados’’, acredita. ‘‘Vou procurar estes ‘bichos do mato’. Isto me dá muito tezão’’.

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