Marcos NegriniA empresária Mary Ann na linha de produção: de Maringá para o Nordeste A empresária Mary Ann dos Santos, da Indústria e Comércio de Confecções Toque de Seda, de Maringá, tem superado a crise que atinge o setor do vestuário apostando na qualidade. Há cinco anos no mercado a empresa começou com três empregados em uma sala na casa de Mary. Hoje a Toque de Seda tem 55 funcionários, lojas franqueadas em Maringá, Cianorte, Piracicaba (SP), Palmas (TO) e Imperatriz (MA), produz 9.500 peças por mês e fatura em média R$ 1,8 milhão por ano.
‘‘Conseguimos crescer na crise apostando em preço e qualidade’’, afirma Mary, que antes de ser empresária era professora. Ela diz que a crise que obrigou várias empresas de confecções da região encerrarem as atividades, não chegou a abalar a Toque de Seda. Quando as vendas começaram a cair, a empresa reduziu os preços e a margem de lucro. ‘‘Os clientes tradicionais até reduziram os pedidos, mas conhecem nosso produto e não deixam de comprar porque nosso produto tem mercado’’, garante Mary.
O forte das vendas da empresa se concentra na região Nordeste do país. Segundo Mary nas principais cidades nordestinas as lingeries Seda Pura, principal marca da Toque de Seda, competem com a linha íntima de indústrias de porte. A maior parte das vendas se concentram em lojas especializadas e shoppings. ‘‘Conseguimos atingir um consumidor de padrão elevado no Nordeste, graças aos nossos preços e à qualidade do produto’’, repete. Os itens com maior procura em todas as lojas e revendedores são as camisolas e o shortdool.
FeirasA conquista do mercado, na opinião de Mary, deve-se também à participação da Toque de Seda em várias feiras. A empresa participa da Fenit há três anos, quando ainda não encontrava tanta concorrência. ‘‘Hoje existe até uma feira voltada apenas para a linha íntima, que será realizada nos próximos meses em São Paulo’’, conta ela.
Como empresária, Mary também procura sempre estar atualizada, participando de mostras, palestras e todo tipo de evento de moda. ‘‘No setor de confecções é preciso ter criatividade e para isso estamos sempre em contato com as novidades’’, revela.
Dentro da empresa a filosofia é valorizar os funcionários. Como a costura de lingerie é mais delicada, Mary procura acompanhar e sempre orientar as costureiras, quase todas formadas dentro da própria empresa. ‘‘Quem começa no acabamento e mostra interesse pode chegar a linha de produção’’, diz. Tudo isso, repete Mary, acaba refletindo na sucesso da empresa, que já se prepara para um aumento de 30% nas vendas para o final deste ano.

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