Mais de mil famílias contempladas com moradia
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sábado, 08 de novembro de 2014
Paula Barbosa Ocanha<br>Reportagem Local 
Ter casa própria ainda é o sonho de grande parte da população. Para algumas famílias, este ideal seria impossível sem os programas de habitação que promovem justiça social. Visando atender famílias que estavam inscritas no Plano Local de Habitação de Ibiporã, feito em 2011, uma parceria entre os governos federal, estadual e municipal com investimento de R$ 22,3 milhões vai entregar até o fim desse ano um total de 1.008 unidades habitacionais para moradores carentes do município.
Um dos conjuntos habitacionais, o Jamil Sacca, com 496 unidades, foi entregue em dezembro do ano passado. E outros dois conjuntos, o Miguel Petri e o Said Mustapha, com 256 unidades cada serão entregues no fim desse ano, todos na região leste da cidade. "Tínhamos 3.800 famílias nesse cadastro, esperando uma residência, e já vamos contemplar 1.008 com essas unidades. Mas nossa proposta não é simplesmente dar uma moradia, e sim promover justiça social. Disponibilizar esse programa somente para quem não teria acesso ao direito de morar com dignidade", explicou a secretária de Assistência Social, Ana Cláudia Vieira Martins.
Ela afirma ainda que, muitas pessoas acabam sendo retiradas do cadastro porque colocam os próprios nomes e também o nome dos filhos. "Não podemos dar duas, três casas por família. Então estimamos que o número real de família que ainda precisam ser atendidas após a entrega dessas casas será aproximadamente 700." Por esta análise, a fila de espera por habitação no município terá uma redução de 81,5%.
O custo de construção de cada unidade habitacional é, em média, R$ 70 mil, mas a residência é disponibilizada por no máximo R$ 9,6 mil, de acordo com a renda familiar. "Conforme a renda declarada, as famílias pagam de R$ 25 a R$ 80, em 120 parcelas pela casa", explica.
Além das residências, o bairro foi o primeiro contemplado com uma escola municipal. "Ela está sendo construída pelo governo federal, para melhorar as condições de equipamentos públicos que atenderão os moradores", salienta o secretário de Planejamento, Paulo Sérgio Victor. Além disso, segundo ele, um posto de saúde está sendo ampliado na região, uma Unidade Básica de Saúde (UBS) está sendo licitada, um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) para crianças até cinco anos - deverá ser entregue ano que vem e ainda estão sendo planejadas a duplicação de vias e a construção de vias secundárias para melhorar o acesso aos conjuntos. "Não adianta entregar um bairro sem condições, sem comércio, sem escola. Precisamos suprir as necessidades básicas da população", acredita.
Para a diarista Andreia dos Santos Faria, de 34 anos, que adquiriu uma casa no Jamil Sacca em dezembro do ano passado com parcelas mensais de R$ 25 o que mais faz falta é o comércio no bairro. "Podiam prever lotes comerciais para que a gente possa abrir um negócio ou não precise ir tão longe para comprar as coisas".
Com quatro filhos, de 7, 9, 10 e 13 anos, ela mora na casa de 38 m² com dois quartos, sala, cozinha e banheiro e se livrou do aluguel de R$ 280 que pagava, mais no centro da cidade. "Se não fosse o programa, duvido que compraria uma casa agora. Ainda falta muito, as casas são pequenas, a água é mais cara e o bairro é longe, mas é minha casa. Estou feliz", avalia.




