Mais Curitiba no palco
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quinta-feira, 12 de março de 2009
Diogo Cavazotti<BR> Equipe da Folha 
João Luiz Fiani pode ser considerado um dos grandes personagens do Festival de Curitiba. Nada menos que 21 espetáculos encenados durante o período do evento têm o dedo do profissional. Para isso ele conta com uma equipe de 200 atores e 100 técnicos, cada um com uma função específica. Além disso, Fiani administra cinco teatros durante o período do festival. No palco ele atua como ator em apenas uma peça: "Nem Freud Explica".
Não pense que o ator, diretor e autor de teatro deixa tudo a cargo dos técnicos. Em todas as estreias da Cia. Máscaras de Teatro ele está presente e durante os 12 dias de evento também circula pelos outros espetáculos. "Se dá tempo ainda vejo a peça de amigos". Este é o ano que a companhia apresenta mais peças desde que começou a participar do festival, em 2000.
Fiani não esconde a decepção com a edição deste ano do evento. "Agora tem gastronomia, música. Descaracterizou um pouco. Temos poucos festivais de teatro no Brasil e o nosso, que era o maior, agora tem muito evento e atividade. Confunde o público", opina.
Neste ano a Cia. Máscaras de Teatro traz para Curitiba "Dois Perdidos Numa Noite Suja", com texto do dramaturgo Plínio Marcos e direção de Silvio Guindane. No elenco estão André Gonçalves e Freddy Ribeiro. Este é o início de um processo de troca de experiências iniciado com a recente mostra de dois trabalhos curitibanos no circuito Rio-São Paulo, com as peças "Macho Não Ganha Flor" e "Werther".
Fiani conheceu o ator André Gonçalves através da amiga Letícia Sabatella. Ele tinha vontade de trazer o espetáculo para Curitiba por tratar o drama das mazelas humanas. "O André está muito bem na peça. Eu espero que tenha público, já que com tanto evento as pessoas ficam perdidas, a imprensa fica perdida, até os produtores ficam confusos. Eu sou um defensor do Festival, mas questiono algumas coisas", reclama Fiani.
O diretor da Cia. Máscaras de Teatro acaba de ser eleito o presidente do Sindicato dos Produtores e Empresários em Espetáculos de Diversão do Estado do Paraná (Seped-PR), com isso terá maior postura em relação ao festival com o objetivo de incentivar o teatro local a participar de forma ativa da Mostra Contemporânea. Este ano existe uma "meia peça" curitibana (Borbulho, produção Curitiba/Nova York). "Será que não temos teatro de qualidade para participar da mostra principal? Tem o Paulo Biscaia fazendo coisa muito legal, além do Edson Bueno, o Marcos Damaceno, o Ateliê de Criação Teatral, nós mesmo da Cia. Máscaras de Teatro".
Duas peças de Fiani retratam e muito o perfil do curitibano. "Macho Não Ganha Flor" e "O Vampiro Contra Curitiba", baseadas em obras de Dalton Trevisan, já cumpriram temporada em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro e agora voltam para a programação do Fringe.
As peças da Cia. Máscaras de Teatro apresentadas durante o Festival são: Otelo, Habitus, O Cretino, Flash Bang, Werther, Honey Money, A Noite das Mal Dormidas, Macho Não Ganha Flor, Drácula, A Dama e o Vagabundo, O Vampiro Contra Curitiba, Os 3 Porquinhos, Eu Quero Sexo, A Gorda e o Anão, Apocalipse, Theatre Sports, Nem Freud Explica, A Tarada do Boqueirão, Lagoa Alagada e Aladim. Confira os dias e locais de apresentação no site www.festivaldecuritiba.com.br.


